Ação da PM provocou confronto armado, suspensão de ônibus e aulas e mantém ocupação reforçada no complexo de bairros em Salvador
O número de suspeitos mortos durante ações da Polícia Militar no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, chegou a oito nesta terça-feira (3), no decorrer de uma grande operação realizada na região. A ofensiva foi desencadeada após o assassinato do cabo Glauber, que foi baleado na cabeça em um ataque atribuído a integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Segundo a PM, equipes da Rondesp Atlântico, do Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (Patamo), do Batalhão Apolo e da 40ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram recebidas a tiros em diversos pontos do complexo ao longo do dia. Os confrontos resultaram, de forma escalonada, em oito homens feridos. Todos foram socorridos pelas próprias guarnições e encaminhados ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiram.
A intensificação da operação impactou diretamente a rotina dos moradores, provocando a suspensão de serviços essenciais. O transporte público foi parcialmente interrompido, com ônibus deixando de circular nas vias internas da localidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), as linhas que atendem o Vale das Pedrinhas passaram a encerrar o trajeto na Estação BRT Pedrinhas, na Avenida Juracy Magalhães Júnior, enquanto os coletivos do Nordeste de Amaralina foram redirecionados para a região da Orla.
Por medida de segurança, várias escolas da região também suspenderam as aulas, afetando centenas de estudantes.
Em nota, a Polícia Militar informou que seguirá com ocupação reforçada no complexo, com o objetivo de localizar outros suspeitos de envolvimento na morte do cabo Glauber. O balanço de armas e drogas apreendidas durante a operação ainda está sendo contabilizado.