Após sete anos de investigação, o Judiciário concluiu que não houve dano ao erário, nem desvio de recursos públicos.
A Justiça Federal da 1ª Região julgou improcedente a ação por improbidade administrativa movida contra ex-gestores da Saúde de Feira de Santana, incluindo a ex-secretária Denise Mascarenhas. A denúncia, ligada a contratos com a cooperativa COOFSAÚDE, apontava suspeita de superfaturamento que poderia alcançar R$ 23 milhões. Após sete anos de investigação, o Judiciário concluiu que não houve dano ao erário, nem desvio de recursos públicos.
A decisão absolve todos os acusados e afirma que não foi comprovado sobrepreço ou dolo. Para Denise, que enfrentou longos anos de desgaste, a sentença representa um momento de alívio e reconhecimento.
“Foram sete anos de sofrimento, mas sempre confiei na Justiça de Deus”
Em entrevista ao Jornal do Meio Dia logo após a decisão, Denise Mascarenhas falou emocionada sobre a trajetória desde o início das acusações:
“É uma emoção muito grande. Foram sete anos de sofrimento, mas sempre com confiança em um Deus maravilhoso, justo, em quem depositei minha fé. Sabia que a verdade ia aparecer.”
Ela destacou o impacto pessoal do processo, enfrentado em silêncio e com dignidade.
“Quem me conhece sabe: sou uma pessoa de ficar calada e ir para o joelho. Sofri calada, com minha família, meus amigos, mas nunca perdi a fé. Só quem tem o nome como patrimônio sabe a dor de ver sua honra questionada.”
Com mais de três décadas dedicadas à saúde pública de Feira de Santana, Denise reforçou sua trajetória marcada pelo compromisso.
“São 30 anos de município, sempre com responsabilidade. Nunca desisti de acreditar que tudo seria esclarecido. Trabalhei com técnica, transparência e respeito ao dinheiro público.”
Sobre a operação que envolveu prisões e forte repercussão pública, ela recorda.
“Desde o primeiro dia enfrentei tudo de cabeça erguida. Quem não deve, não teme. A Justiça veio para mostrar a verdade. Hoje, é a vitória da dignidade.”
Com a decisão, está encerrado, em primeira instância, um dos casos mais polêmicos envolvendo a gestão da saúde em Feira de Santana nos últimos anos. Para Denise Mascarenhas, mais que uma absolvição judicial, trata-se de uma restauração moral: “Meu maior bem é o meu nome. E hoje, graças a Deus e à Justiça, ele está limpo.”