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Ministra Anielle Franco defende protagonismo feminino e combate ao racismo ambiental durante a COP 30

A ministra reforçou que o trabalho pela igualdade racial e pela sustentabilidade é “inadiável”

Por Rafa
terça-feira, 11 de novembro de 2025
Imagem de Ministra Anielle Franco defende protagonismo feminino e combate ao racismo ambiental durante a COP 30

Durante sua participação na abertura da COP 30, realizada em Belém do Pará, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou a importância da presença feminina e da pauta racial nas discussões sobre o meio ambiente. Irmã de Marielle Franco, Anielle ressaltou que o reconhecimento internacional do Brasil nas políticas de inclusão é fruto de um trabalho coletivo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

“É gratificante, é o retrato de um trabalho que tem sido feito pelo presidente Lula e pela ministra Marina. Quando a gente escuta as pessoas que mais precisam, o reconhecimento vem. Estar aqui, ouvindo as comunidades tradicionais e entendendo suas necessidades, é muito importante”, afirmou a ministra.

Anielle Franco reforçou que o trabalho pela igualdade racial e pela sustentabilidade é “inadiável”, e destacou o protagonismo das mulheres nos territórios mais afetados pelas mudanças climáticas.

“A gente sabe que tem muito trabalho a ser feito, mas é um trabalho que não pode esperar. Ver tantas mulheres nesses espaços é fundamental. São elas que cuidam dos territórios, que lideram, que resistem. Algumas infelizmente se foram, mas outras seguem firmes, ajudando suas comunidades a se reconstruírem”, disse.

Ao abordar o tema do racismo ambiental, Anielle explicou que muitas pessoas ainda não compreendem como as desigualdades raciais e territoriais se refletem nos impactos das mudanças climáticas.

“Infelizmente, muita gente ainda não entende o que é o racismo ambiental. Eu sou carioca da favela Maré, e lá a temperatura chega a ser dois ou três graus maior do que na zona sul. Uma pessoa que passa por uma enchente na Maré vive uma realidade muito diferente de quem mora em Copacabana durante as chuvas. Isso é racismo ambiental”, enfatizou.

A ministra também destacou o simbolismo de a conferência acontecer na Amazônia, região central nas discussões sobre o futuro climático do planeta.

“Estar aqui, no coração da Amazônia, é de um orgulho imenso. Todo mundo sente o calor, mas também sente a força e a importância desse lugar. A presença de tantas autoridades e lideranças dispostas a colaborar é um sinal de esperança”, declarou.

Questionada sobre a contribuição da Bahia na agenda ambiental e social do Brasil, Anielle ressaltou o papel do estado na mobilização popular e nas políticas de valorização das comunidades tradicionais.

“A Bahia tem trabalhado conosco de diversas formas, pelos quilombos, pelos povos de terreiro e pelos movimentos sociais. Muitas das caravanas que escutaram as demandas da juventude começaram pela Bahia. O estado tem uma importância enorme para o país e para o nosso ministério”, destacou.

A ministra afirmou acreditar que a COP 30 deixará resultados práticos e reforçou a confiança no trabalho conjunto com a ministra Marina Silva.

“É possível reverter a situação do meio ambiente. Estamos trabalhando diariamente para isso, e contamos muito com a liderança da ministra Marina. Eu espero que a gente saia daqui com resultados concretos e eu acredito que vamos sair, se Deus quiser”, concluiu Anielle Franco.

*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém

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