01/07/2026
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Moraes dá 48 horas para PGR e defesa se posicionarem sobre investigação envolvendo arma de Bolsonaro

Após conclusão do inquérito da Polícia Civil, ministro do STF quer nova manifestação das partes antes de decidir os próximos passos do caso

Redação: De olho na cidade
quarta-feira, 01 de julho de 2026 às 16:25
Imagem de Moraes dá 48 horas para PGR e defesa se posicionarem sobre investigação envolvendo arma de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Procuradoria-Geral da República e a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentem, no prazo de 48 horas, novas manifestações sobre o processo que investiga a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro.

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (1º) após a conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal. No despacho, Moraes solicita que tanto a PGR quanto a defesa analisem o relatório policial antes da continuidade da tramitação do processo.

Segundo a investigação, não foram encontrados indícios de irregularidade na posse da pistola pelo ex-presidente. O relatório aponta que o armamento possuía registro regular e que não havia nenhuma determinação judicial impedindo que permanecesse na residência de Bolsonaro, mesmo durante o período em que ele cumpria prisão domiciliar.

Os investigadores também ressaltaram que a casa do ex-presidente já havia sido alvo de buscas em ocasiões anteriores e, em nenhum desses procedimentos, houve apreensão da arma ou imposição de restrições relacionadas ao seu registro.

O caso teve início após uma blitz da Lei Seca realizada em Brasília, no dia 15 de junho, quando a pistola foi encontrada com um militar responsável pela segurança de Bolsonaro. Em depoimento, o militar afirmou que transportava a arma para manutenção porque o ex-presidente havia identificado um defeito no equipamento. A justificativa foi posteriormente confirmada por Bolsonaro e por seus advogados.

Ao prestar esclarecimentos à Polícia Civil, Bolsonaro reconheceu ser o proprietário da arma e afirmou que optou por mantê-la em casa por considerar necessária sua utilização para proteção da família.

Antes da conclusão do inquérito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia se manifestado ao STF defendendo que a permanência da arma na residência não configurava descumprimento grave das condições impostas à prisão domiciliar.

Com a nova determinação de Moraes, caberá agora à PGR avaliar oficialmente as conclusões da investigação e informar ao Supremo se concorda com o arquivamento da questão criminal ou se entende que ainda existem elementos para outras providências.

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