A programação continua nos próximos dias, reforçando o espírito natalino e a valorização da cultura local.
O quarto dia do Natal Encantado 2025, neste domingo (14), foi marcado por muita baianidade, diversidade musical e energia contagiante no circuito principal do evento, montado na Praça Padre Ovídio, em Feira de Santana. A programação musical começou às 17h com a apresentação da banda Negra Cor e seguiu à noite com o show vibrante da banda Filhos de Jorge, reunindo um grande público e reforçando o clima de confraternização natalina.
Abrindo a programação, a banda Negra Cor levou ao palco um show especial em tributo a Tim Maia, destacando não apenas os grandes sucessos do cantor, mas também fases menos conhecidas de sua obra. À frente do grupo, o cantor, compositor e multi-instrumentista Adelmo Casé destacou a emoção de participar do Natal Encantado em uma data tão simbólica para Feira de Santana.

“O tributo a Tim Maia é um show que a gente tem o maior carinho de fazer. E hoje, numa data tão especial como o Natal Encantado, essa festa que já está no calendário de todo mundo aqui em Feira, só poderia ser com essa energia”, afirmou Adelmo.
Conhecida pela mistura de ritmos afro-brasileiros, soul, pop, axé e música contemporânea, a Negra Cor constrói sua sonoridade a partir de pesquisa e vivências culturais. Adelmo explicou que essa diversidade é resultado direto das influências musicais do grupo.
“Isso é fruto dos nossos gostos musicais e das nossas influências. Eu gosto de pop, de soul, e faço questão de colocar isso dentro da percussão da Bahia”, ressaltou.
Sobre o tributo a Tim Maia, o artista destacou o cuidado em apresentar diferentes facetas do cantor.
“A gente traz não só os grandes hits, mas também o lado B, o Tim Maia racional, com letras belíssimas que falam sobre humanidade e amor. Mostrar isso para as pessoas é muito importante”, disse.
Baiano de Salvador, Adelmo também falou sobre a influência da capital na identidade da banda.
“Eu comecei na percussão, absorvendo toda essa loucura que é o Carnaval da Bahia. Essa base influencia tudo: os arranjos começam pela bateria e pela percussão, depois vem harmonia, metais e voz. Tem muita identidade da Bahia nesse show”, completou.
Na sequência, foi a vez da banda Filhos de Jorge subir ao palco e transformar a Praça Padre Ovídio em um grande espaço de dança. Após a apresentação, os integrantes destacaram o carinho especial do público feirense.

“Feira de Santana tem um lugar especial no nosso coração. Quando a gente chega aqui, vem com um calorzinho diferente, querendo retribuir todo esse carinho. Hoje foi lindo demais, a energia da galera foi absurda”, afirmou Dan Vasco.
Formada em Salvador, a banda carrega fortes influências da música afro-baiana e construiu ao longo dos anos uma identidade sonora própria, batizada de “ballanssu”. Papito Gomes explicou que esse processo envolveu pesquisa e mudanças na estética musical.
“A gente foi mudando instrumentos, modernizando a sonoridade, buscando outros ritmos. Tem piseiro, forró, música romântica, influência latina. Foi tudo uma descoberta ao longo da caminhada”, destacou.

Arthur Ramos, um dos vocalistas, relembrou momentos marcantes da trajetória da banda e a importância de sucessos que projetaram o grupo nacionalmente.
“Ziriguidum venceu muitas barreiras e ajudou a levar os Filhos de Jorge para um outro patamar. Mas cada música tem sua importância. A gente fala muito de amor e tem essa pegada gostosa pra fazer a galera balançar”, disse.
Segundo ele, as novas apostas seguem mantendo essa essência.
“Cada canção contribui para construir o Filhos de Jorge como a banda do balanço que é hoje. A gente ama quando a galera canta alto e dança junto”, completou.
*Com informações do repórter JP Miranda