Mais de 5 mil vagas foram ofertadas em 2026, impulsionadas pela chegada de novos empreendimentos e pelo crescimento dos setores de serviços, indústria e construção civil.
Feira de Santana segue fortalecendo sua posição como um dos principais polos geradores de emprego do interior da Bahia. Dados da Casa do Trabalhador, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, mostram que, nos primeiros meses de 2026, mais de 5 mil oportunidades de trabalho foram ofertadas à população, um avanço expressivo em relação ao ano passado, quando cerca de 3 mil vagas foram disponibilizadas no mesmo período.
Segundo o diretor da Casa do Trabalhador, Magno Felzemburgh, os números demonstram a força da economia feirense, mesmo diante de um cenário estadual mais desafiador.
"É um dado muito positivo, um dado que mostra um aquecimento, apesar do cenário estadual não trazer essa realidade, porque quando você olha os dados do Caged em relação à Bahia, vê o comércio com um saldo positivo de apenas uma vaga de emprego de janeiro a maio, um dado alarmante para o estado. Mas Feira de Santana vem reagindo bem a essa realidade que a Bahia enfrenta", afirma.
Magno ressalta ainda que o comércio costuma ser o primeiro segmento a sentir os reflexos da desaceleração econômica, já que o consumidor tende a reduzir os gastos em momentos de incerteza. Apesar disso, ele acredita que a abertura de novos empreendimentos demonstra a confiança dos investidores no potencial econômico da cidade.
"A indústria sempre responde bem, porque não vende só para o estado da Bahia, vende para o Brasil todo. A nossa indústria aqui no CIS também exporta, recebe em dólar, e isso agrega valor. Do outro lado, a construção civil, com as linhas de crédito do Minha Casa, Minha Vida, continua aquecida. E o setor de serviços é o grande destaque de Feira de Santana, por conta dos polos de educação e de saúde que fazem da cidade uma referência", destaca.
Como exemplo desse crescimento, o diretor cita a chegada de uma nova rede de supermercados. Somente nos dois últimos dias do processo seletivo para a empresa, mais de 600 candidatos foram atendidos pela Casa do Trabalhador.
"Isso mostra que os empresários continuam acreditando em Feira de Santana. Ninguém abre um empreendimento para não vender. Esses investimentos fortalecem a economia, geram empregos e beneficiam não apenas a população da cidade, mas toda a região que tem Feira como referência comercial e de serviços", diz.