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Nutróloga alerta sobre excessos no Carnaval e impactos no emagrecimento

Especialista orienta foliões a manterem equilíbrio, hidratação e acompanhamento médico durante a festa.

Por Rafa
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Foto: Reprodução
Foto: Foto: Reprodução

Com a chegada do Carnaval, período marcado por festas, consumo de bebidas alcoólicas e mudanças na rotina, a médica nutróloga Dra. Aline Jardim participou do programa Cidade em Pauta para orientar os ouvintes sobre como manter o processo de emagrecimento mesmo durante a folia.

Durante a entrevista, a especialista destacou que é possível aproveitar o Carnaval sem comprometer os resultados conquistados ao longo do tratamento.

“O grande problema do Carnaval é o excesso de bebida alcoólica e a falta de hidratação adequada. Isso faz com que, no dia seguinte, a pessoa consuma ainda mais carboidrato e alimentos gordurosos”, explicou.

Segundo a médica, o álcool impacta diretamente o metabolismo e pode prejudicar a queima de gordura por vários dias.

“O álcool é uma substância tóxica. Quando você consome, o corpo leva em torno de três dias para voltar a queimar as calorias como antes. Ele desacelera o metabolismo e, dependendo da bebida, é altamente calórico, como a cerveja”, afirmou.

Ela ainda usou um exemplo didático para alertar os pacientes: “Eu tenho pacientes que dizem: ‘Doutora, eu não como pão’. Mas bebem cerveja. E eu digo: então você está bebendo o pão líquido”, pontuou.

Além das calorias, ela lembrou que a bebida pode conter glúten, o que exige atenção redobrada de pessoas intolerantes.

Outro fator citado foi a privação de sono, comum durante o Carnaval.

“Uma noite mal dormida pode fazer a pessoa consumir até 300 quilocalorias a mais no dia seguinte. É uma soma de fatores: bebida alcoólica, pouco sono e má alimentação”, destacou.

Questionada se passar horas pulando atrás do trio pode ser considerado exercício físico, Dra. Aline confirmou que o gasto calórico é significativo — desde que haja preparo e hidratação.

“Sete horas pulando atrás do trio é um super exercício. Mas é fundamental estar hidratado e se alimentar de forma adequada”, ressaltou.

Ela alertou, no entanto, que a desidratação pode trazer riscos, especialmente para homens que usam testosterona ou são diabéticos.

“A desidratação pode aumentar o risco de eventos trombóticos, como infarto e AVC, principalmente em pessoas que já têm fatores de risco. A hidratação é fundamental”, enfatizou.

Entre os principais erros alimentares observados nesse período, a médica citou:

  • Excesso de álcool
  • Muitas frituras e alimentos gordurosos
  • Perda de sono
  • Baixa ingestão de água

Como alternativa, ela orienta priorizar alimentos leves e hidratantes.

“Água, água de coco, frutas como melancia, melão e abacaxi ajudam na hidratação. Evitar frituras e exageros faz toda diferença”, recomendou.

Sobre o tradicional caldo de cana usado como “cura para ressaca”, foi direta:

“Caldo de cana é puro açúcar. Pode até dar energia momentânea, mas é preciso cuidado”, alertou.

A nutróloga também chamou atenção para o uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento e hormônios, muitas vezes adquiridos sem acompanhamento médico.

“Não é para parar a medicação por causa do Carnaval. Pelo contrário, elas ajudam a controlar os excessos. Mas precisam de acompanhamento médico adequado”, explicou.

Segundo ela, quando usados sem orientação, esses medicamentos podem provocar efeitos colaterais, especialmente diante de exageros alimentares e ingestão de álcool.

“Eu estava no salão esses dias e três mulheres estavam passando muito mal, vomitando, todas usando medicação. Provavelmente exageraram na alimentação”, relatou.

Para a especialista, não existe consumo de álcool considerado saudável.

“Se vamos falar em saúde, o ideal é zero álcool. Mas, se a pessoa optar por beber, precisa intercalar com bastante água e ter consciência”, reforçou.

Ela finalizou lembrando que o Carnaval pode ser vivido de formas diferentes: curtindo a folia ou aproveitando para descansar.

“Equilíbrio é a palavra. E se precisar de ajuda, procure acompanhamento. Emagrecimento é tratamento de doença crônica, não é algo que termina quando você atinge o peso”, concluiu.

A Dra. Aline Jardim atende no Instituto da Plástica, em Feira de Santana

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