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Operação Guardiões da Vida Animal apura denúncias de maus-tratos em Feira de Santana

A ação contou com o apoio da OAB Subseção Feira de Santana, da Prefeitura, de entidades de proteção animal e de representantes da sociedade civil.

Por Rafa
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Foto: JP Miranda
Foto: Foto: JP Miranda

A Polícia Civil realizou, nesta segunda-feira (15), a Operação Guardiões da Vida Animal para apurar denúncias de maus-tratos contra animais em Feira de Santana. A ação contou com o apoio da OAB Subseção Feira de Santana, da Prefeitura, de entidades de proteção animal e de representantes da sociedade civil.

Na rua Pedro Suzart foi constatada a situação de um animal mantido subnutrido e em condições precárias. O cão foi resgatado. Segundo a proprietária, o animal estava nessas condições porque ela não tinha como mantê-lo no prédio, deixando-o em uma casa abandonada em um terreno da família.

Foto: JP Miranda

A presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB Feira de Santana, Ticiana Sampaio, destacou que maus-tratos são crime e envolvem diversas condutas previstas em lei.

Foto: JP Miranda

“A lei define como crime situações em que o animal não tem alimentação, água, abrigo do sol e da chuva, quando fica preso em corrente pequena ou sofre agressões. Tudo isso configura maus-tratos”, explicou.

Ela lembrou que a Lei de Crimes Ambientais foi atualizada em 2020, endurecendo as punições.

“A pena hoje é de dois a cinco anos de prisão para quem maltratar animais. É um crime inafiançável, e a pessoa pode ser presa em flagrante”, ressaltou.

Sobre a atuação da OAB durante a operação, Ticiana afirmou que o papel institucional vai além da fiscalização.

“Participamos para orientar, informar o que configura maus-tratos e educar a população a registrar boletim de ocorrência e buscar apoio da polícia, porque estamos diante de um crime”, disse.

O delegado Glauco Suzarte, da Polícia Civil, explicou que a operação foi desencadeada a partir de denúncias da população e da atuação integrada entre órgãos.

Foto: JP Miranda

“Essa é uma tarefa da Polícia Civil, muitas vezes em parceria com a Prefeitura, a OAB e órgãos de proteção animal, para coibir práticas ilegais e atender demandas da sociedade”, afirmou.

Segundo o delegado, a nova legislação ampliou o rigor contra os crimes.

“Hoje existe um agravante na lei de maus-tratos, que pode levar à prisão em flagrante. Por isso, estamos intensificando essas operações para criar conscientização”, pontuou.

Foto: JP Miranda

Nesta ação, foram registradas oito denúncias.

“Reunimos uma equipe com vários órgãos não apenas para apurar, mas também para garantir proteção e destino adequado aos animais em risco”, explicou Suzarte.

Nos condomínios visitados, os supostos autores não foram localizados.

“Deixamos intimações para os denunciados e para os síndicos. É fundamental que os síndicos entendam que têm responsabilidade de denunciar e fiscalizar, evitando situações mais graves e até conflitos entre moradores”, alertou.

A advogada Lorena Lopes Silva, que representou um grupo de protetoras independentes, acompanhou a operação para prestar apoio jurídico.

Foto: JP Miranda

“Estou aqui para colher informações e montar um documento que será apresentado futuramente à Defensoria Pública e à Prefeitura sobre as situações identificadas”, explicou.

Ela destacou a dificuldade de acolhimento dos animais resgatados.

“Se for identificado o crime, fazemos a movimentação para recolher os animais. O desafio é o destino, porque os abrigos estão cheios. Estamos buscando ajuda particular e locais temporários”, afirmou.

O vereador Pedro Américo também acompanhou a operação e ressaltou o papel de articulação com o poder público.

“Estamos articulando os entes da Prefeitura para que abracem essa causa junto à Polícia Civil, à OAB e às entidades sociais, combatendo os maus-tratos aos animais em Feira de Santana”, disse.

Foto: JP Miranda

Ele relacionou a pauta à saúde pública, citando casos de envenenamento e doenças como a esporotricose.

“Quando não há tratamento e conscientização, surgem práticas criminosas como envenenamento. A causa animal é também uma causa de saúde pública”, alertou.

Pedro Américo reforçou o pedido para que a população denuncie.

“Recebemos denúncias e repassamos aos conselhos, à OAB e à Polícia Civil. Peço que a população denuncie cada vez mais”, concluiu.

*Com informações do repórter JP Miranda

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