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Operação Primus: defesa de investigados fala em sigilo e diz que clientes aguardam acesso à Justiça

Segundo Joari Wagner, os clientes demonstraram surpresa com as prisões e aguardam os próximos passos da defesa.

Por Rafa
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
Foto: Isabel Bomfim
Foto: Foto: Isabel Bomfim

O advogado Joari Wagner, que representa quatro dos presos na Operação Primus, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil da Bahia, afirmou que ainda é “muito prematuro” comentar detalhes sobre o caso, já que o processo corre sob sigilo judicial.

A Operação Primus foi deflagrada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa ligada à adulteração e comercialização irregular de combustíveis. Ao todo, sete pessoas foram presas durante a operação, em ações realizadas na Bahia, em São Paulo e no Rio de Janeiro, e o bloqueio de R$ 6,5 bilhões em bens e valores foi solicitado à Justiça.

Foto: Isabel Bomfim

O advogado informou que teve contato inicial com os clientes nesta quinta-feira e que ainda não teve acesso aos autos do processo.

“É muito prematuro ainda dar qualquer tipo de informação. Nós acabamos de ter contato com eles, pegamos a procuração agora. O processo corre em sigilo. A gente vai se habilitar nos autos, ter acesso e verificar do que se trata pra poder aí passar melhores informações”, explicou o advogado.

Segundo Joari Wagner, os clientes demonstraram surpresa com as prisões e aguardam os próximos passos da defesa.

“Conversei com os clientes, eles estão perplexos com a situação de prisão, mas estão aguardando o meu retorno, porque agora vou me habilitar no processo, conversar com a juíza pra ter acesso e, a partir daí, estudar o que tem lá pra poder tomar o caminho certo”, disse.

Ele confirmou que entre os investigados há parentes entre si, mas preferiu não divulgar nomes. Ele não representa o empresário Jailson Couto Ribeiro, conhecido como Jau Ribeiro, um dos detidos na operação.

“Trata-se de pai e filho, sim, mas eu não vou dizer os nomes pra preservá-los. Ao todo, são quatro clientes que eu represento”, declarou.

Ainda de acordo com o advogado, o caso está sob a responsabilidade da 2ª Vara Criminal de Feira de Santana.

“A investigação está na Segunda Vara Criminal aqui de Feira de Santana. Mas volto a falar: é prematuro dar qualquer tipo de informação quanto à investigação porque não tive acesso ainda”, concluiu.

A Operação Primus segue em andamento e investiga uma rede de 200 postos de combustíveis supostamente vinculados ao grupo criminoso. Armas de grosso calibre, veículos de luxo e documentos foram apreendidos durante as ações realizadas na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

*Com informações da repórter Isabel Bomfim

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