Secretaria de Saúde investiga novos registros enquanto OMS alerta para infecções associadas a roedores silvestres em diferentes países
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná confirmou dois casos de hantavírus e informou que outros 11 registros suspeitos estão em investigação no estado. A doença, transmitida principalmente por roedores silvestres infectados, acendeu um alerta sanitário após recentes ocorrências registradas em outros países.
O tema ganhou repercussão internacional após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar mortes associadas à infecção em um cruzeiro que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Ao menos três passageiros morreram durante a viagem.
No Paraná, um dos casos confirmados envolve um homem de 34 anos, residente em Pérola d’Oeste, no sudoeste do estado, região próxima à fronteira com a Argentina — país que tem registrado aumento significativo de casos da doença. O segundo caso é de uma mulher de 28 anos, moradora de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
De acordo com a Sesa, a situação está sob controle e os pacientes e contatos suspeitos estão sendo acompanhados pelas equipes de vigilância em saúde.
A infecção pelo hantavírus ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes ou saliva de roedores. Segundo a OMS, ambientes fechados, pouco ventilados e com presença de animais aumentam o risco de exposição ao vírus.