Investigação aponta suspeitas de vantagens indevidas relacionadas ao senador Jaques Wagner; operação foi autorizada pelo STF com base em elementos reunidos pela Polícia Federal.
A Polícia Federal apreendeu US$ 49 mil em espécie, o equivalente a aproximadamente R$ 250 mil, em um imóvel localizado em Brasília e relacionado ao senador Jaques Wagner (PT-BA). A ação ocorreu nesta quinta-feira (18), durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de corrupção e fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
De acordo com a investigação, há indícios de que o parlamentar teria sido beneficiado indevidamente em troca de atuação em temas de interesse do grupo financeiro. Entre os supostos benefícios apontados pelos investigadores estão a aquisição de um apartamento em Salvador e movimentações financeiras que totalizariam cerca de R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada ao núcleo familiar do senador.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após representação apresentada pela Polícia Federal. Nesta etapa, os investigadores concentram esforços na apuração da relação entre Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-controlador do Banco Pleno e apontado como pessoa próxima a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
Segundo a PF, a análise de mensagens extraídas do celular de Augusto Lima, apreendido em fases anteriores da investigação, permitiu avançar na reconstrução da suposta dinâmica do esquema. Os investigadores afirmam que o material revela uma relação de proximidade e confiança entre os envolvidos, o que, em tese, teria facilitado tratativas voltadas à defesa de interesses privados.
A Polícia Federal informou ainda que reuniu um conjunto de provas composto por mensagens eletrônicas, áudios, registros telefônicos, documentos contratuais, comprovantes bancários, dados societários, planilhas financeiras e informações extraídas de aparelhos celulares apreendidos ao longo da Operação Compliance Zero.
Até o momento, a defesa do senador não havia se manifestado sobre os fatos citados na decisão judicial.
*Com informações g1