19/06/2026
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PF deflagra operação contra esquema que teria fraudado benefícios de idosos no Recôncavo Baiano

Investigação aponta prejuízo milionário e uso de “pessoas fictícias” em cadastros do INSS

Redação: De olho na cidade
terça-feira, 16 de junho de 2026 às 12:19
Imagem de PF deflagra operação contra esquema que teria fraudado benefícios de idosos no Recôncavo Baiano
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (16) a Operação Sexta-Feira 13 com o objetivo de desmontar um esquema suspeito de fraudar benefícios assistenciais voltados a idosos. A ação contou com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social e cumpriu dois mandados de busca e apreensão no município de Santo Amaro, no Recôncavo da Bahia.

De acordo com as investigações, o grupo investigado teria causado um prejuízo que ultrapassa R$ 11 milhões aos cofres públicos. O esquema envolveria cerca de 50 benefícios considerados irregulares, alguns pagos de forma indevida por aproximadamente dez anos.

A apuração teve início há cerca de um ano, após a identificação de registros suspeitos de beneficiários inexistentes vinculados a programas assistenciais. Também foram encontradas possíveis irregularidades na representação legal de beneficiários junto ao Instituto Nacional do Seguro Social.

Em parte dos casos, os investigadores apontam que pedidos de benefícios teriam sido feitos por representantes sem a devida comprovação documental. Há ainda situações em que a inclusão de representantes legais teria ocorrido somente após a concessão dos pagamentos.

O nome da operação faz referência ao filme “Sexta-Feira 13”, numa analogia ao personagem Jason, que retorna repetidamente na trama — em referência aos benefícios que teriam sido reativados de forma irregular mesmo após suspensão.

Durante o cumprimento dos mandados, a PF buscou apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a aprofundar as investigações. A corporação também tenta rastrear bens adquiridos com recursos possivelmente oriundos das fraudes.

Os investigados poderão responder por estelionato qualificado, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistemas previdenciários.

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