Ação cumpre mandados na Bahia, Distrito Federal e São Paulo para investigar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona etapa da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de irregularidades envolvendo instituições financeiras e possíveis benefícios indevidos a agentes públicos.
Nesta fase, os investigadores cumprem 18 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Bahia, no Distrito Federal e em São Paulo. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os alvos da operação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno. Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares como restrição de contato entre investigados, retenção de passaportes e monitoramento eletrônico.
De acordo com a Polícia Federal, as apurações apontam para possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A investigação integra o conjunto de ações da Operação Compliance Zero, que desde 2025 busca esclarecer um suposto esquema bilionário ligado ao Banco Master.
O caso teve início após suspeitas sobre a emissão de títulos financeiros sem garantias adequadas, prática que teria sido utilizada para atrair investidores com promessas de rendimentos acima da média do mercado. Com o avanço das investigações, novas linhas de apuração passaram a incluir suspeitas de ocultação patrimonial, movimentações financeiras irregulares, uso indevido de informações sigilosas e supostos repasses a agentes políticos.
A Polícia Federal também analisa operações envolvendo investimentos realizados por instituições públicas em negócios relacionados ao banco investigado. Ao longo das etapas anteriores, empresários, familiares, aliados e autoridades passaram a ser incluídos nas investigações.
Todos os citados nas apurações negam qualquer irregularidade. A operação segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
*Com informações g1