19/06/2026
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PF mira senador Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima em 9ª fase da Compliance Zero

Ação cumpre mandados na Bahia, Distrito Federal e São Paulo para investigar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras

Redação: De olho na cidade
quinta-feira, 18 de junho de 2026 às 07:56
Imagem de PF mira senador Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima em 9ª fase da Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona etapa da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de irregularidades envolvendo instituições financeiras e possíveis benefícios indevidos a agentes públicos.

Nesta fase, os investigadores cumprem 18 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Bahia, no Distrito Federal e em São Paulo. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os alvos da operação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno. Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares como restrição de contato entre investigados, retenção de passaportes e monitoramento eletrônico.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações apontam para possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A investigação integra o conjunto de ações da Operação Compliance Zero, que desde 2025 busca esclarecer um suposto esquema bilionário ligado ao Banco Master.

O caso teve início após suspeitas sobre a emissão de títulos financeiros sem garantias adequadas, prática que teria sido utilizada para atrair investidores com promessas de rendimentos acima da média do mercado. Com o avanço das investigações, novas linhas de apuração passaram a incluir suspeitas de ocultação patrimonial, movimentações financeiras irregulares, uso indevido de informações sigilosas e supostos repasses a agentes políticos.

A Polícia Federal também analisa operações envolvendo investimentos realizados por instituições públicas em negócios relacionados ao banco investigado. Ao longo das etapas anteriores, empresários, familiares, aliados e autoridades passaram a ser incluídos nas investigações.

Todos os citados nas apurações negam qualquer irregularidade. A operação segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.

*Com informações g1

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