Órgão aponta ausência de fatos novos e considera insuficiente proposta de devolução de recursos em investigação sobre fraude bilionária
A Procuradoria-Geral da República (PGR) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (15), que não aceitou a segunda versão de acordo de colaboração premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão acompanha o posicionamento da Polícia Federal, que já havia recusado a proposta anteriormente.
Segundo o parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e por membros da equipe responsável pelo caso, a nova tentativa de delação não apresentou informações inéditas capazes de contribuir com o avanço das investigações. Outro ponto considerado negativo foi a falta de garantias mais consistentes quanto à devolução de valores envolvidos no esquema.
Vorcaro encontra-se preso em Brasília, acusado de supostamente comandar um esquema de fraudes financeiras de grande escala. As apurações conduzidas pela Polícia Federal estimam que o prejuízo pode alcançar cerca de R$ 12 bilhões.
Com a rejeição da proposta, a PF solicitou a transferência do ex-banqueiro da Superintendência da corporação, onde ele está detido, para o Complexo Penitenciário da Papuda. A corporação avalia que a permanência na sede pode interferir no andamento das investigações.
O pedido de transferência será analisado pelo ministro do STF André Mendonça, relator do caso. Antes da decisão final, a PGR também deverá se posicionar sobre a solicitação.