Mensagens serão exibidas nos estádios durante nove partidas do Brasileirão em reação à medida provisória que interrompeu a operação das plataformas de apostas
A rodada do Campeonato Brasileiro desta quarta (7) e quinta-feira (8) terá uma manifestação diferente nos estádios. Painéis de publicidade instalados próximos aos gramados de nove partidas vão transmitir mensagens contrárias à medida provisória que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país.
A iniciativa é conduzida pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que lançou o manifesto com o slogan “Proibir não é proteger”. A entidade pretende chamar atenção para os efeitos da suspensão das plataformas regulamentadas e defender a manutenção de mecanismos de controle para os apostadores.
Entre as frases que serão exibidas estão “Não se muda a regra no meio do jogo”, “quem lucra com as bets ilegais?” e “a demanda não acaba, apenas muda de endereço”. As mensagens também questionam os efeitos da medida sobre o futebol e sobre o mercado legalizado de apostas.
A restrição começou a produzir efeitos na terça-feira (6), quando as plataformas afetadas deixaram de operar no território nacional. A mudança também repercute diretamente nos clubes, que tinham empresas do setor entre seus principais patrocinadores.
Diante da interrupção dos contratos, algumas equipes passaram a buscar soluções provisórias para manter os espaços publicitários ocupados. Clubes patrocinados pela Superbet, por exemplo, deverão utilizar a marca Superscore, plataforma de estatísticas ligada à empresa. São Paulo e Fluminense estão entre os times que adotarão a alternativa.
Além da campanha nos estádios, o manifesto prevê o lançamento de uma página na internet destinada a apresentar informações sobre os mecanismos de proteção existentes no mercado regulado de apostas.
O presidente do IBJR, Carlos Lima, afirmou que a proibição pode direcionar os consumidores para plataformas que operam fora do mercado regulamentado. Na mesma linha, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) declarou que a restrição não eliminaria a procura por apostas, mas reduziria as ferramentas de proteção disponíveis aos usuários.
*Com informação Bahia Notícias