01/07/2026
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De Olho na Cidade
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Polícia conclui investigação sobre arma registrada em nome de Bolsonaro e indicia sargento por porte ilegal

Ex-presidente prestou depoimento, mas investigação não identificou irregularidades em sua conduta; caso foi encaminhado ao STF e ao Ministério Público.

Redação: De olho na cidade
quarta-feira, 01 de julho de 2026 às 10:44
Imagem de Polícia conclui investigação sobre arma registrada em nome de Bolsonaro e indicia sargento por porte ilegal

A Polícia Civil do Distrito Federal finalizou a investigação sobre a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), encontrada com o sargento Estácio Leite da Silva Filho durante uma abordagem policial. Ao término do inquérito, os investigadores concluíram pelo indiciamento do militar pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, enquanto Bolsonaro não foi responsabilizado por qualquer infração.

A ocorrência teve início após o sargento ser parado em uma blitz enquanto transportava uma pistola Glock G17, um carregador e 30 munições. Em seu depoimento, Estácio declarou que havia retirado a arma da residência de Bolsonaro para realizar um reparo e que faria a devolução ao ex-presidente no dia seguinte.

Perícia realizada pela Polícia Civil confirmou que o armamento estava em perfeitas condições de funcionamento e apto para efetuar disparos.

Durante as investigações, Jair Bolsonaro afirmou que a pistola possuía registro regular e explicou que a maior parte de suas armas havia sido apreendida anteriormente pela Polícia Federal. Segundo ele, uma única arma permaneceu em sua residência após solicitação feita por questões de segurança.

O ex-presidente também declarou que não autorizou o sargento a retirar a pistola de sua casa e que somente tomou conhecimento do fato após ser informado sobre a apreensão realizada pela polícia.

De acordo com o relatório final, a Polícia Civil não encontrou indícios de qualquer conduta criminosa atribuída a Bolsonaro. Os investigadores também verificaram que não havia restrições administrativas ou judiciais relacionadas ao armamento registrado em seu nome.

Sargento alegou autorização de Michelle Bolsonaro

No depoimento prestado à polícia, Estácio Leite informou que trabalhou durante seis anos na equipe de segurança de Jair Bolsonaro. Ele afirmou que foi chamado para verificar um problema na arma e que retirou o percussor após receber autorização da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, recolocando posteriormente a peça para solucionar o defeito.

Segundo o militar, ele aguardava o retorno de Michelle para devolver a pistola, mas decidiu levá-la para sua residência, sendo abordado durante o trajeto por uma equipe policial.

Com o encerramento das investigações, uma cópia do inquérito foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Ministério Público, que analisarão as providências cabíveis em relação ao indiciamento do sargento.

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