O comandante do Comando de Policiamento Regional Leste (CPR-L), coronel Muller, afirmou que as forças de segurança estão em alerta e reforçando o policiamento em áreas estratégicas.
A megaoperação realizada no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que resultou na prisão de diversos suspeitos, incluindo 16 baianos, entre eles nomes ligados a Feira de Santana, repercutiu também na segurança pública do interior baiano. Em entrevista ao De Olho na Cidade, o comandante do Comando de Policiamento Regional Leste (CPR-L), coronel Muller, afirmou que as forças de segurança estão em alerta e reforçando o policiamento em áreas estratégicas.
“O fato que aconteceu no Rio de Janeiro tem uma dimensão muito grande. É uma operação sem precedentes no país, com reflexos em outros estados, inclusive aqui na Bahia e na nossa região”, explicou o coronel.
De acordo com informações, pelo menos 16 baianos foram alvos da operação, com a confirmação de um morto. Entre eles, nomes de Feira de Santana aparecem na lista, como Alan Barbosa Fonseca e Diego Garcia Santos Silva, este último suspeito de chefiar uma organização criminosa na cidade e de exercer influência direta no tráfico de drogas no bairro da Penha, no Rio de Janeiro.
Apesar da gravidade do caso, o coronel Muller afirmou que ainda não há confirmação oficial sobre a participação direta desses suspeitos nos desdobramentos da operação.
“Nós não temos informações oficiais, mas sabemos que pode existir uma relação entre integrantes de facção vinculados aqui à Feira de Santana e o grupo investigado no Rio. Por isso, nos antecipamos e reforçamos o policiamento em locais onde já tínhamos conhecimento da atuação dessas pessoas”, destacou.
O comandante reforçou que a polícia está monitorando de perto qualquer possível reflexo da operação na Bahia, em especial em Feira de Santana.
“Estamos atentos e em contato direto com os setores de inteligência da Polícia Civil, Polícia Federal e também com as forças de segurança do Rio de Janeiro. Qualquer informação que possa ter repercussão aqui será imediatamente interceptada e acompanhada pelas nossas equipes”, afirmou.

Mesmo com a preocupação em relação à presença de facções, o coronel Muller garantiu que não há motivo para pânico entre os moradores.
“Sabemos do enfrentamento entre organizações criminosas, mas, neste momento, não há indicativos de ameaça direta à população de bem. A polícia está no terreno, atuando com firmeza e atenção total às possíveis movimentações desses grupos”, assegurou.
Nas últimas horas, circularam informações sobre escolas e comércios que teriam liberado alunos e fechado as portas por medo de represálias. O comandante, no entanto, pediu calma.
“Isso pode criar um receio desnecessário nas pessoas. Até o momento, não existe nenhuma manifestação clara ou ameaça concreta que justifique esse tipo de reação. Estamos atentos e preparados para qualquer eventualidade”, concluiu o coronel.

A Polícia Militar informou que mantém o reforço do policiamento em Feira de Santana e na região Leste, especialmente nos bairros onde há histórico de atuação de facções criminosas.
O comandante do 25º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Valnei Azevedo, também confirmou a intensificação das ações de segurança nos bairros mencionados, principalmente após a disseminação dos boatos.