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População quilombola é mais jovem e masculina, apontam dados do Censo 2022 do IBGE

Essa é a realidade apontada pelo Censo 2022, cujos dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE)

Por Rafa
sexta-feira, 03 de maio de 2024

Na Bahia, a população quilombola é majoritariamente composta por homens jovens, e a indígena, por mulheres mais velhas do que a população geral do estado. Essa é a realidade apontada pelo Censo 2022, cujos dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Embora sejam maioria no estado, a participação de mulheres na população quilombola baiana (50,5%) é menor do que no total de habitantes do estado (51,7%) e, no territórios quilombolas delimitados, elas são minoria (49,6%).

Três em cada 10 quilombolas da Bahia estão em idade escolar (27,1% têm de 0 a 17 anos), frente a dois em cada 10 habitantes da população do estado (24,8%).
O índice de envelhecimento entre quilombolas (60,8 idosos por 100 pessoas até 14 anos de idade) é 20% menor do que na população baiana em geral (75,4/100).

Mulheres são maioria entre o total de indígenas na Bahia (53%), contudo, são minoria entre os que vivem nas terras demarcadas (49,3%).
Frente a 2010, as mulheres ganharam participação entre os indígenas em todas as situações, sobretudo nas áreas indígenas, onde o número de homens diminuiu um pouco, em 12 anos: - 0,8%, de 8.788 para 8.718 (- 70 mil).
Ainda segundo o Censo, quatro em cada dez indígenas nas terras demarcadas estão em idade escolar. Fora delas, há mais indígenas idosos do que de até 14 anos de idade, e o índice de envelhecimento é de 106,8/100.
A idade mediana dos indígenas na Bahia é 37 anos, dois anos a mais do que a da população em geral (35 anos). Nas terras indígenas baianas, porém, a idade mediana cai para 23 anos.
Frente a 2010, quando foi divulgado o último Censo, o índice de envelhecimento e a idade mediana da população indígena na Bahia aumentaram em todas as situações, todavia, em um ritmo bem maior fora das terras indígenas.

*g1 Bahia
Foto: Reprodução/ TV Bahia

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