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Prefeitura articula rede de apoio para definir futuro de indígenas venezuelanos em Feira de Santana

Feira de Santana acolhe 49 indígenas venezuelanos e discute alternativas para moradia e integração social

Por Rafa
quinta-feira, 08 de janeiro de 2026
Imagem de Prefeitura articula rede de apoio para definir futuro de indígenas venezuelanos em Feira de Santana

A situação dos indígenas venezuelanos da etnia Warau acolhidos em Feira de Santana tem mobilizado a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso). Atualmente, 49 indígenas estão abrigados em uma casa de passagem no município, recebendo acompanhamento contínuo e ações intersetoriais do poder público, mas o cenário ainda é considerado delicado e exige soluções definitivas.

De acordo com a secretária Geruza Sampaio, a vulnerabilidade das famílias está diretamente ligada à crise prolongada vivida na Venezuela.

“A Secretaria de Desenvolvimento Social avalia a situação dos indígenas Warau como muito delicada, primeiro em razão da crise prolongada na Venezuela. Nós acreditamos que dias melhores virão para o povo venezuelano, mas, por enquanto, Feira de Santana está acolhendo essas famílias em uma casa de passagem”, afirmou.

Segundo a gestora, o município garante proteção social e direitos básicos aos indígenas acolhidos, com apoio permanente do poder público.

“Eles permanecem conosco recebendo acompanhamento contínuo, ações intersetoriais e o apoio total do município, que está garantindo proteção social e direitos básicos. Mas eles se encontram em uma casa de passagem, e nós precisamos definir uma situação para essas famílias, o que nos preocupa muito”, ressaltou.

A secretária explicou que o acolhimento envolve uma rede de serviços, incluindo acesso à alimentação, saúde, assistência social, educação e parcerias com movimentos de rua e o terceiro setor, sempre respeitando os costumes e a organização social do povo Warau. No entanto, diversos desafios dificultam o avanço do atendimento.

“Os principais desafios são a barreira linguística, a inserção socioeconômica, a adaptação cultural e a questão da segurança. Eles precisam sair de uma casa de passagem e desejam morar em uma vila, como estiveram aqui em Feira de Santana há cerca de três anos”, destacou.

Geruza informou ainda que a prefeitura trabalha na construção de soluções duráveis, priorizando a integração social progressiva, sem descartar alternativas pactuadas com os governos estadual e federal.

“Nós trabalhamos com a perspectiva de soluções duráveis, como a integração social progressiva, mas também avaliamos alternativas como a interiorização assistida ou o retorno voluntário e seguro, sempre conforme a realidade e o desejo das famílias”, explicou.

Dentro desse esforço, a gestão municipal buscou apoio do Governo do Estado. “Fizemos contato com o secretário de Direitos Humanos do Estado, Felipe, pedindo suporte. Ele encaminhou uma equipe que visitou a Casa de Passagem para avaliar as condições em que eles se encontram”, contou a secretária.

Uma reunião ampliada da rede de proteção social também foi realizada, com a participação de representantes da saúde, assistência social, educação, OAB, Conselho Tutelar e movimentos de rua.

“Precisamos unir forças e definir o quadro dessas famílias. Eles não podem continuar indefinidamente em uma casa de passagem. Feira de Santana é um entroncamento, e temos que garantir condições de moradia, acesso à saúde, educação para as crianças, assistência social e inserção no mercado de trabalho, caso decidam permanecer no município”, concluiu Geruza Sampaio.

*Com informações do repórter JP Miranda

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