Marcos Lima aponta falhas estruturais, falta de insumos e cobra rompimento de contratos com empresas prestadoras de serviço
O presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Marcos Lima, fez críticas à atuação de empresas terceirizadas responsáveis pela administração de unidades de saúde no município. O vereador demonstrou preocupação com a qualidade dos serviços prestados e defendeu que a gestão volte a ser feita diretamente pela Prefeitura.
Segundo ele, a situação das unidades tem se agravado com problemas recorrentes. “Eu tive uma preocupação muito grande, já que algumas dessas empresas, a exemplo da INSV, prestam um péssimo serviço para a cidade. Têm deixado as unidades de saúde com muita falta de melhorias, seja na parte estrutural, nos insumos, muitas vezes nos equipamentos, até na pintura”, afirmou.
Marcos Lima destacou ainda que, na época em que a administração era realizada diretamente pelo poder público municipal, os resultados eram mais positivos.
“Quando era feito pela própria prefeitura, eu observei, comparando com o que está hoje, que era bem melhor”, pontuou.
Diante desse cenário, o presidente da Câmara informou que encaminhou uma indicação ao prefeito José Ronaldo de Carvalho, sugerindo o rompimento dos contratos com as empresas terceirizadas. A proposta é que a Secretaria Municipal de Saúde reassuma a gestão das unidades.
“Eu sugeri que não persistam com esses contratos e que a própria prefeitura, através da Secretaria de Saúde, administre essas unidades. Tenho certeza que isso traria melhoria no atendimento à população, que é o mais importante”, defendeu.
O vereador também ressaltou que a pauta deve ser tratada pelo Executivo municipal, por se tratar de uma atribuição da gestão da saúde. Ele citou o trabalho do secretário Rodrigo Matos, mas apontou limitações impostas pelos contratos em vigor.
“O secretário tem buscado resolver as demandas, mas muitas vezes fica travado porque existe um contrato de administração dessas unidades com essas empresas”, disse.
Marcos Lima afirmou ainda que as críticas são fruto de acompanhamento constante e visitas às unidades de saúde, e não apenas de reclamações pontuais.
“Não é de agora que venho observando, acompanhando e visitando as unidades. Já cobrei dessas empresas, demos prazo, mas nenhuma solução foi apresentada”, declarou.
O presidente da Câmara questionou a atuação de empresas que, segundo ele, não possuem vínculo direto com a cidade.
“O proprietário dessa empresa não mora em Feira, não mora na Bahia, ganha a licitação e leva os recursos, mas não faz as aplicações necessárias nas unidades para prestar um bom serviço à população”, concluiu.
A indicação foi encaminhada ao Executivo municipal e deve ser analisada pela Prefeitura de Feira de Santana.
*Com informações do repórter JP Miranda