Segundo Thiago Azevedo, o ano começou com lutas intensas durante a data-base salarial, mas terminou dentro das expectativas do sindicato.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Feira de Santana, Thiago Azevedo, fez um balanço positivo das conquistas da categoria ao longo de 2025, mesmo diante de um cenário de negociações difíceis e intensas mobilizações nas portas das fábricas. Em entrevista ao De Olho na Cidade, ele destacou ganhos reais nos salários, manutenção de direitos históricos e avanços em benefícios importantes para os trabalhadores.
Segundo Thiago, o ano começou com lutas intensas durante a data-base salarial, mas terminou dentro das expectativas do sindicato.
“As negociações não foram fáceis, mas conseguimos garantir ganhos reais para os trabalhadores, manter todas as cláusulas da convenção coletiva e assegurar direitos que já são consolidados da categoria”, afirmou.
Em Feira de Santana, o sindicato conseguiu preservar o ganho real, além de assegurar a integralidade da convenção coletiva. Para o dirigente, isso representa uma vitória significativa em um momento econômico desafiador.
“Foi um ano de muita luta, mas avaliamos de forma bastante positiva. Além das conquistas econômicas, avançamos em outras pautas importantes”, pontuou.
Thiago destacou que as mobilizações também resultaram em melhorias em áreas fundamentais para o dia a dia do trabalhador.
“Avançamos nas cestas básicas, nos planos de saúde, no transporte. São vitórias conquistadas com presença constante do sindicato nas portas de fábrica”, ressaltou.
A base do Sindicato dos Metalúrgicos é considerada uma das mais extensas da Bahia, abrangendo cerca de 300 empresas, que vão de Amélia Rodrigues até Jacobina e Juazeiro.
“A luta é dura, mas quando o sindicato está junto com os trabalhadores, a gente consegue avançar”, reforçou.
“O café da manhã é a refeição mais importante do dia. A Belgo reduziu algo que antes tinha variedade, proteína, raízes, pão, e passou a oferecer apenas um pão e uma fruta”, criticou. Após pressão do sindicato, a empresa voltou a incluir cuscuz, mas, segundo o dirigente, ainda está muito aquém do necessário.
“Hoje o trabalhador chega às cinco e meia da manhã e recebe um pão, um cuscuz e café com leite. Isso não sustenta quem vai cumprir oito horas de trabalho pesado, muitas vezes em ambiente com risco químico e biológico”, destacou.
O sindicato reivindica apenas a retomada do que já era oferecido anteriormente. “Não queremos nada além do que existia antes: proteína, raízes, batata, cuscuz, pão. Um café da manhã digno”, afirmou.
Enquanto não há solução definitiva, o sindicato segue realizando atos nas portas da fábrica. Na próxima semana, está prevista mais uma mobilização chamada de “Café do Repúdio”. “A gente não aceita essa redução na alimentação do trabalhador e vai continuar lutando”, garantiu.
Para o próximo ano, Thiago demonstrou expectativa de crescimento do setor metalúrgico na região, com possibilidade de atração de novas empresas para Feira de Santana.
“Há conversas envolvendo o governo municipal e a expectativa de chegada de novas metalúrgicas, o que pode gerar mais empregos”, disse.
O presidente também destacou que 2026 será um ano de desafios adicionais por conta do calendário eleitoral.
“Vai ser um ano de muito trabalho. Precisamos conscientizar os trabalhadores sobre a importância de termos representantes comprometidos na Câmara e no Senado, para mudar leis que impactam diretamente a vida da classe trabalhadora”, afirmou.
Thiago agradeceu aos trabalhadores e reforçou o papel do sindicato. “O sindicato está de portas abertas. Agradecemos a todos os trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicos de Feira de Santana e região. 2026 será um ano de ainda mais luta e compromisso com a categoria”, concluiu.