31/07/2026
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PRF realiza escolta de órgãos para transplante entre Feira de Santana e Salvador

Ação garantiu transporte rápido e seguro de órgãos captados no Hospital Geral Clériston Andrade, aumentando as chances de sucesso dos transplantes.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
Isabel BomfimReportagem: Isabel Bomfim
terça-feira, 28 de julho de 2026 às 16:01
Imagem de PRF realiza escolta de órgãos para transplante entre Feira de Santana e Salvador
Foto: Divulgação PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na tarde desta terça-feira (28), uma operação de escolta de emergência para o transporte de órgãos destinados a transplantes. A ação foi conduzida por uma equipe da delegacia da PRF em Feira de Santana e teve como destino a capital baiana.

Os órgãos foram captados no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, a partir de um doador de 51 anos. Diante da urgência e da necessidade de reduzir o tempo de deslocamento, a PRF atuou para garantir que o transporte ocorresse de forma rápida e segura, mesmo com o intenso tráfego da BR-324.

De acordo com a inspetora da PRF Lívia Marcelino, a escolta foi fundamental para superar as dificuldades da rodovia e evitar atrasos.

"A atuação de prontidão da PRF teve como objetivo principal garantir agilidade e segurança no deslocamento, enfrentando as constantes retenções e o tráfego intenso característico da BR-324", destacou.

Ainda segundo a agente, a presença da equipe permitiu que o veículo responsável pelo transporte dos órgãos seguisse sem interrupções que pudessem comprometer o procedimento.

"A escolta policial abriu caminho no trânsito de forma rápida e segura, evitando paradas prolongadas que poderiam comprometer a viabilidade dos órgãos", explicou.

Lívia Marcelino ressaltou que o tempo é um dos fatores mais importantes em operações dessa natureza. Entre os órgãos transportados estava um fígado, que possui um período bastante limitado para permanecer fora do corpo humano antes do transplante.

"Cada minuto é decisivo. A velocidade e a precisão no trajeto são cruciais, especialmente para a preservação do fígado, um dos órgãos transportados", afirmou.

A policial também explicou que o chamado tempo de isquemia fria, período máximo em que o órgão pode permanecer sem circulação sanguínea, é reduzido, tornando indispensável um deslocamento ágil.

"Quanto menor for o tempo decorrido entre a captação e o implante, maiores são as chances de sucesso do procedimento cirúrgico e da plena recuperação do receptor", concluiu.

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