Movimentos sociais ampliam reivindicações e ameaçam bloquear acessos ao Estádio Azteca no dia da cerimônia inaugural
A abertura da Copa do Mundo de 2026 na Cidade do México ocorre sob um clima de tensão e incerteza. Horas antes do jogo inaugural no Estádio Azteca, protestos de diferentes categorias sociais ganharam força e passaram a preocupar autoridades e organizadores do evento.
Inicialmente lideradas por professores que reivindicam melhores salários, reformas previdenciárias e condições de trabalho, as manifestações se ampliaram nos últimos dias e passaram a reunir outros grupos sociais com diferentes pautas.
Segundo relatos de jornalistas que acompanham a situação no local, o movimento cresceu rapidamente e já afeta áreas centrais da capital mexicana.
“Agora a situação ficou um pouco complicada na Copa do Mundo porque há muitos sindicatos, principalmente de professores, que não estão satisfeitos com o governo. Existem ameaças de bloquear ruas e impedir o acesso ao estádio”, relatou o jornalista Diego San Romã.

Os manifestantes estariam acampados em regiões estratégicas da cidade e ameaçam bloquear vias de acesso ao Estádio Azteca, onde acontece a cerimônia de abertura do Mundial.
“Eles podem bloquear as ruas no dia da abertura da Copa, e impedir que torcedores e equipes cheguem ao estádio”, afirmou Diego.
A preocupação é ainda maior porque o protesto deixou de ser restrito a uma categoria e passou a envolver outros movimentos sociais.
“Não são apenas os professores. Também há outros grupos que se juntaram às manifestações”, explicou.

A situação elevou o nível de alerta das forças de segurança mexicanas, que reforçaram o policiamento nas imediações do estádio e nos principais pontos da cidade.
Segundo o jornalista, há risco de confrontos caso as negociações não avancem.
“Pode haver violência. O governo quer evitar essa imagem para o mundo, mas ainda não há acordo entre as partes”, destacou.
Com ingressos já vendidos e expectativa de cerca de 97 mil pessoas no Estádio Azteca, cresce a incerteza sobre o acesso do público ao evento.
“Algumas ruas vão ficar fechadas, e a intenção dos manifestantes é justamente dificultar a chegada das pessoas ao estádio”, relatou o jornalista.

Apesar disso, há reforço na segurança e controle rígido de entrada na região.
“Quem não tiver ingresso não poderá se aproximar do estádio. Há muita polícia e controle de acesso”, completou.
O México volta a ser sede de uma abertura de Copa do Mundo em um momento histórico, mas cercado por instabilidade social e política. O Estádio Azteca, que recebe sua terceira abertura de Mundial, agora também é cenário de tensão fora das quatro linhas.
