A expectativa é de crescimento nas vendas e movimento intenso nos próximos dias
Com o início da Quaresma, o movimento no Centro de Abastecimento já aumentou e os feirantes comemoram a alta nas vendas de peixes e camarões, produtos tradicionais na mesa dos católicos nessa época do ano.
O feirante Ivan Trindade afirma que a procura já começou forte desde os primeiros dias da semana.

“Ainda ontem começou o primeiro dia da Semana Santa e a procura foi muito boa. A tendência agora é aumentar ainda mais”, destacou.
Entre os pescados mais vendidos estão os populares corvina e tilápia, mas os peixes considerados mais nobres também têm saída garantida.
“Os mais procurados são corvina e tilápia. Mas o pessoal não deixa de procurar o vermelho, a pescada amarela, que são mais nobres e a gente também tem à disposição da população”, explicou Ivan.

Segundo ele, os preços ainda estão atrativos em comparação ao ano passado. “Corvina e tilápia estão a 22 reais. No ano passado terminamos vendendo a 25. Então ainda não chegou a esse valor, o preço está bom. Quem compra mais cedo paga melhor”, orientou.
A expectativa para este ano é positiva. “A gente consegue vender 70% a 80% a mais do que o normal nesse período. As expectativas são boas, o desemprego vem caindo, o poder aquisitivo melhorando. Eu creio que este ano vai ser uma bênção”, avaliou.

Além dos peixes, o camarão também é muito procurado para a preparação de pratos típicos como vatapá e caruru. De acordo com o feirante, os valores ainda não sofreram reajuste.
“O camarão não teve aumento ainda. O de 15 gramas está 35 reais, o de 20 gramas 40 reais, o de 25 gramas 45 e o camarão pistola de 30 gramas está em média 55 reais”, detalhou.
Quem também aproveita o período para garantir o estoque são os donos de restaurantes. A empreendedora Doraci Cruz faz compras semanalmente.

“O nosso carro-chefe é o peixe, que sai toda sexta-feira com a comida baiana. Toda quinta-feira a gente está aqui fazendo as compras”, contou.
Sobre os preços, ela reconhece uma leve alta, mas compreende o contexto. “Os valores subiram um pouquinho, mas a gente entende que é o período que eles ganham um dinheirinho extra. Depois volta ao normal. O que não pode é faltar na cozinha”, afirmou.
Além da corvina, ela trabalha com filé de merluza e camarão empanado. “Depende da demanda. O cliente encomendando, a gente faz”, explicou.
Para muitos consumidores, o consumo de peixe vai além da tradição religiosa. A aposentada Anita Santos compra regularmente, independentemente da Semana Santa.

“Eu sempre levo tilápia. Todo mês faço minha comprinha, quatro quilos. Não tem nada a ver com sexta-feira santa, é porque eu gosto”, disse.
Ela afirma que pesquisa preços e prefere comprar onde encontra melhor custo-benefício. “Vou logo no mais barato. Aqui está ótimo”, pontuou.
O feirante Fernando Borges observa que as vendas já cresceram cerca de 30% nos últimos dias e devem aumentar ainda mais com a proximidade da Sexta-Feira da Paixão e da Páscoa.

“Aumentou uns 30% de sexta-feira pra cá. A gente vai armazenando um pouco antes, porque deixar para comprar em cima da hora fica mais caro”, explicou.
Entre os mais procurados em sua banca estão tilápia, corvina, vermelho e robalo. “Tilápia a partir de 20 reais, vermelho a partir de 50. Mais perto da Semana Santa pode aumentar uns cinco reais, mas sempre tem o choro. O importante é ninguém ficar sem peixe”, concluiu.

*Com informações do repórter Rafael Marques