Na tarde desta terça-feira (25) Moraes decretou o início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro no último sábado (22), repercutiu de forma intensa na Câmara Municipal de Feira de Santana na manhã desta terça-feira (25).
Durante a tarde, Moraes decretou o início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro
Bolsonaro permanecerá na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde já está preso preventivamente desde sábado, agora para iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. Moraes destacou que a defesa não apresentou novos embargos de declaração até o prazo de segunda-feira (24) e que não há previsão legal para outro tipo de recurso, como embargos infringentes, por falta de votos suficientes pela absolvição.
O vereador Edvaldo Lima classificou a prisão e seus desdobramentos como uma tentativa de “amordaçar os evangélicos”. Segundo ele, o ministro Alexandre de Moraes utilizou como justificativa para a transferência do ex-presidente o fato de haver uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro em frente à residência do pai.

“Entendo que é uma modalidade de querer amordaçar os evangélicos cristãos. Porque a vigília fala de oração. O ministro disse que aquela vigília era propícia para a fuga do presidente Jair Messias Bolsonaro. Mas como ele poderia fugir com a Polícia Federal em volta da casa dele há tantos meses?”, questionou o vereador.
Sobre a violação da tornozeleira eletrônica, apontada como uma das razões que motivaram a prisão de sábado, o vereador minimizou o episódio.
“Tomando tantos remédios, certamente fez confusão. Isso pode acontecer com qualquer ser humano. Ele estava fora de si, sem equilíbrio. Isso não foi o caso principal. O ministro colocou o peso na vigília convocada, declarou.
O vereador Ivamberg Lima contestou as falas de colegas que defenderam Bolsonaro. Para ele, o episódio da tornozeleira caracteriza infração e tentativa de fuga.

“Houve claramente uma infração. Ele já estava em prisão domiciliar e ao tentar violar a tornozeleira com um ferro de solda, isso foi detectado imediatamente. A justificativa de psicotrópicos não convence. Se estava tão fraco, como conseguiu pegar um ferro para tentar abrir a tornozeleira?”, questionou.
Ivamberg afirmou que discorda das interpretações apresentadas durante a sessão.
“Não houve devaneio nem psicotrópicos que expliquem. Houve um ato deliberado de tentar retirar a tornozeleira para uma possível fuga. Para cada ação, há uma reação. Ele descumpriu a lei e agora paga por isso”, completou.
*Com informações da repórter Isabel Bomfim