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Rodoviários anunciam greve por tempo indeterminado na Bahia a partir da próxima quarta-feira

Na próxima segunda-feira (27), será realizada uma nova reunião para tentar impedir a paralisação no TRT

Por Isabel Bomfim
sábado, 25 de maio de 2024
Imagem de Rodoviários anunciam greve por tempo indeterminado na Bahia a partir da próxima quarta-feira

O Sindicato dos Rodoviários decidiu por greve geral por tempo indeterminado em toda a frota de ônibus da Bahia, a partir do dia 29 de maio. A paralisação irá atingir coletivos urbanos, intermunicipal, fretamento, locadoras e de turismo. De acordo com o sindicato, a decisão é ocorreu após 12 reuniões sem acordo na campanha salarial. 

“Durante essas 12 assembleias, eles fizeram várias contrapropostas, mas a proposta toda é de tirar direito dos trabalhadores. Propuseram não colocar cobrador para trabalhar final de semana, tiveram proposta de aumentar a quantidade de horas de jornada de contrato parcial e muitas outras, mas tudo proposta contra a pauta da gente e ações de retrocesso, de reduzir direitos e armadilha de tirar os cobradores”, disse o presidente do sindicato Hélio Ferreira. 

Ainda segundo Ferreira, a pauta foi reduzida em 50%. “De 44 itens, colocamos 22 itens para tentar fazer uma margem de negociação e afunilar para ver quantos itens vai ficar, mas a questão salarial é uma das coisas que a gente não abre mão”, completou.

Na próxima segunda-feira (27), uma nova audiência de conciliação do dissídio coletivo dos rodoviários acontecerá no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), visando reverter a greve. Se for concretizada, a greve unificada poderá atingir mais de 3 milhões de pessoas diariamente, com a paralisação de ao menos 8.250 rodoviários, apenas na capital. Além de representar um impacto negativo para o comércio, indústrias e instituições públicas. 

“É imprescindível a luta de todos nesse momento, pois podemos ter Sindicatos diferentes, mas a categoria é uma somente quando se trata de salários e de benefícios”, afirmou o presidente do sindicato dos rodoviários metropolitanos, Mário Cléber, que também aderiu à greve unificada.

Metro1

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