21/07/2026
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Secretaria alerta para crescimento da misoginia online e orienta mulheres a denunciar casos de violência virtual

Secretária de Políticas para Mulheres de Feira de Santana destaca que exposição sem autorização, ameaças e humilhações nas redes sociais podem configurar crimes e reforça importância da denúncia

Victória SilvaRedação: Victória Silva
Isabel BomfimReportagem: Isabel Bomfim
segunda-feira, 20 de julho de 2026 às 09:27
Imagem de Secretaria alerta para crescimento da misoginia online e orienta mulheres a denunciar casos de violência virtual

A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM) de Feira de Santana fez um alerta sobre o crescimento da misoginia no ambiente digital e reforçou que a violência contra a mulher vai além das agressões físicas, alcançando também as redes sociais por meio de insultos, ameaças, perseguições, exposição de imagens sem autorização e discursos de ódio.

A secretária Neinha Bastos explicou que esse tipo de violência pode ocorrer de forma explícita ou velada e tem como objetivo desqualificar e silenciar a participação feminina.

"A misoginia pode aparecer de forma explícita ou disfarçada. Ela se manifesta por meio de insultos, humilhações, ameaças, exposição de imagem sem a nossa autorização, divulgação de informações pessoais e discursos que incentivam o ódio contra as mulheres. Esses conteúdos tentam desqualificar e silenciar a participação feminina", afirmou.

A secretária destacou que vítimas e testemunhas têm papel fundamental no combate à violência digital. Segundo ela, é importante reunir todas as evidências antes de buscar apoio da rede de proteção.

"A vítima deve preservar e guardar essas provas: print, link, vídeo, tudo o que for possível. Depois, registrar o boletim de ocorrência e buscar apoio da rede de proteção às mulheres. As testemunhas também têm um papel fundamental, denunciando os conteúdos nas plataformas digitais e, principalmente, não compartilhando esse material", orientou.

Neinha ressaltou ainda que divulgar imagens ou conteúdos sem autorização pode configurar crime previsto na legislação brasileira.

"É importante entender que aquilo que é divulgado sem a nossa autorização é crime."

A Secretaria informou que mantém ações permanentes voltadas à prevenção da violência contra a mulher, promovendo campanhas educativas, palestras, rodas de conversa, capacitações e atividades em escolas, empresas, comunidades, igrejas e instituições parceiras.

Segundo a secretária, o trabalho também busca orientar as mulheres sobre seus direitos e divulgar os canais oficiais de denúncia.

"A Secretaria de Políticas para Mulheres de Feira de Santana desenvolve ações permanentes de conscientização e prevenção da violência contra a mulher, incluindo campanhas educativas, palestras, rodas de conversa, capacitações e atividades em escolas, empresas, comunidades, instituições e igrejas parceiras. Também fortalecemos a rede de proteção, orientando as mulheres sobre seus direitos e os canais de denúncia, como o 180 e o 190."

Neinha chamou atenção para o crescimento da violência psicológica, que, segundo ela, é uma das formas de agressão mais recorrentes atualmente.

"Nosso objetivo é conscientizar que a violência não acontece apenas de forma física, mas também no ambiente virtual, onde ataques, ameaças e perseguições podem causar graves impactos emocionais e psicológicos. Hoje, um dos índices mais altos é justamente o da violência psicológica."

Ela reforçou que a informação é uma das principais ferramentas para prevenir esse tipo de crime.

"A Secretaria trabalha para promover uma cultura de respeito, igualdade e segurança, incentivando que qualquer situação de violência seja denunciada e que nenhuma mulher enfrente esse problema sozinha. A informação e a educação são ferramentas essenciais para prevenir a violência de gênero, tanto no mundo real quanto no mundo digital. Você precisa conhecer os seus direitos para entender que não deve ser exposta por ninguém e que, se essa exposição ocorreu sem autorização, isso é crime."

A SMPM destaca que a misoginia online tem ganhado força com o funcionamento dos algoritmos das redes sociais, que acabam impulsionando conteúdos ofensivos, humilhantes e violentos contra mulheres por gerarem maior engajamento. A prática tem despertado preocupação em todo o país devido à monetização desse tipo de conteúdo e ao chamado "algoritmo da rejeição", que favorece mensagens baseadas em ressentimento e hostilidade, contribuindo para a naturalização da violência de gênero e para a radicalização de jovens.

A orientação da Secretaria é que vítimas ou testemunhas preservem as provas, denunciem os conteúdos nas próprias plataformas digitais e procurem os órgãos competentes para que as medidas legais sejam adotadas.

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