Gestora aponta aumento no número de leitos, melhora no tempo de resposta e reforço da atenção básica como estratégias para desafogar o sistema de saúde
Diante das frequentes reclamações de pacientes sobre a demora na fila de regulação, a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, afirmou que o Governo da Bahia tem adotado uma série de medidas para melhorar o acesso aos serviços especializados e reduzir o tempo por atendimento.
Segundo a gestora, o problema é histórico e complexo, especialmente diante das dimensões do estado.
“Esse é um grande desafio da saúde pública. A Bahia tem 417 municípios e uma dimensão continental. Desde o início da gestão do governador Jerônimo Rodrigues, temos trabalhado de forma objetiva para melhorar esse cenário”, destacou.
Entre as principais ações, Roberta ressaltou a ampliação da rede hospitalar como um dos pilares da estratégia.
“Em três anos, o governo inaugurou 12 novos hospitais, o que representa cerca de 5 mil novos leitos. Hoje, a Bahia é um dos estados que mais investe em saúde no país”, afirmou.
Apesar dos avanços, a secretária pontuou que apenas ampliar leitos não resolve totalmente o problema da regulação.
“Entregar leitos é importante, mas não pode ser a única estratégia. Ainda temos desafios, principalmente em áreas muito especializadas, como onco-hematologia e casos de leucemia, que exigem profissionais e estruturas concentradas, muitas vezes, em Salvador”, explicou.
Dados apresentados pela gestora indicam evolução no tempo de resposta da regulação. Em dezembro de 2022, cerca de 49% dos pacientes eram regulados em até 24 horas. Já em dezembro de 2025, esse índice subiu para 71%.
“É um avanço importante, mas não estamos satisfeitos. Queremos melhorar cada vez mais e reduzir ainda mais o tempo de espera dos pacientes”, afirmou.
Outra frente de atuação destacada é a expansão da rede, com novos equipamentos em andamento.
“Atualmente, o estado tem oito hospitais em construção, o que deve ampliar ainda mais a capacidade de atendimento”, disse.
Além disso, a secretária enfatizou o fortalecimento da atenção primária como estratégia fundamental para desafogar o sistema.
“A ideia é que menos pessoas cheguem em estado grave à regulação. Com uma atenção básica mais forte, conseguimos evitar agravamentos e reduzir a pressão sobre a rede de urgência e emergência”, pontuou.
Segundo ela, o governo tem investido mais de R$ 2,5 bilhões em ações como construção de Unidades Básicas de Saúde, cofinanciamento da atenção primária e apoio aos hospitais municipais.
“A saúde precisa funcionar em rede. Essa é a nossa expectativa para melhorar cada vez mais o cenário da regulação”, concluiu.
*Com informações de Ednalva Valença