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Secretaria de Saúde reforça vigilância em Feira de Santana após caso de Mpox confirmado na Bahia

Secretário Rodrigo Matos explica sintomas, formas de transmissão e afirma que não há motivo para pânico no município

Por Thaciane Mendes
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Imagem de Secretaria de Saúde reforça vigilância em Feira de Santana após caso de Mpox confirmado na Bahia

A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana informou que, até o momento, não há casos confirmados de Mpox no município. Segundo o secretário Rodrigo Matos, apesar da confirmação de um caso no estado, a cidade não apresenta circulação ativa da doença.

“Feira de Santana se preocupa, porque são questões relacionadas à saúde pública. A vigilância epidemiológica está atenta, mas não é motivo para pânico”, afirmou.

De acordo com ele, os casos registrados na Bahia não têm relação com o município. Atualmente, o estado possui um caso confirmado em Salvador, conforme atualização da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Um registro anterior em Vitória da Conquista foi reclassificado após nova análise e diagnosticado como varicela.

O secretário destacou que a confirmação no estado reforça a necessidade de monitoramento. “É importante manter as equipes técnicas alertas. Caso haja identificação de um caso suspeito, ele deve ser notificado para que sejam adotadas as medidas administrativas e assistenciais necessárias. A vigilância tem papel fundamental para reduzir uma eventual cadeia de transmissão”, explicou.

Sintomas e prevenção

De acordo com o secretário, os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos de uma gripe. “Inicialmente tem febre, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, inchaço nos linfonodos, que são as chamadas ínguas, e lesões dolorosas na pele”, explicou.

As lesões costumam surgir como manchas avermelhadas que evoluem para pequenas bolhas (vesículas) e, posteriormente, formam crostas. Segundo ele, essas lesões são dolorosas e representam o principal mecanismo de transmissão da doença.

Rodrigo Matos também chamou atenção para o período de incubação, intervalo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas, que pode variar de 5 a 13 dias, podendo chegar a até três semanas em alguns casos: “É um período em que a pessoa já está infectada e não sabe. Muitas vezes pode se contaminar em um lugar e acabar levando para outro por conta desse intervalo”, alertou.

Como a principal forma de contágio ocorre por contato direto com lesões de pele, a recomendação é evitar contato físico com pessoas que apresentem feridas suspeitas. Também não se deve compartilhar toalhas, roupas e objetos de uso pessoal.

“São medidas de higiene que valem para a Mpox, mas também para diversas outras doenças infectocontagiosas: lavar as mãos, evitar contato com lesões e não compartilhar objetos íntimos”, reforçou o secretário.

Ele orienta que qualquer pessoa que apresente sintomas como febre, aumento de linfonodos ou lesões na pele procure atendimento médico.

“Muitas vezes a pessoa não vai conseguir identificar se é Mpox ou outra doença. Nesse momento epidemiológico, procurar avaliação médica é importantíssimo para receber as orientações adequadas, inclusive sobre isolamento, se necessário”, concluiu.

*com informações do repórter JP Miranda

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