O senador minimizou os impactos das manifestações registradas no entorno da COP 30.
O senador Humberto Costa (PT–PE) avaliou como “extremamente positiva” a primeira semana de debates e negociações da COP 30, realizada em Belém. Em entrevista à Jorge Biancchi, o parlamentar destacou a ampla participação internacional e o engajamento da sociedade civil.
“Nós conseguimos fazer uma COP extremamente participativa. São delegações de mais de 190 países, encontros entre chefes de estado, parlamentos do mundo inteiro e uma grande mobilização da sociedade civil”, afirmou o senador.
Humberto demonstrou otimismo quanto aos avanços previstos para a segunda semana do evento, especialmente no que diz respeito ao financiamento para ações climáticas e à atualização das metas de redução de emissões.

“Estou otimista. Ampliamos o leque de possibilidades de apoio financeiro para os países que pretendem adotar medidas importantes no enfrentamento às mudanças climáticas”, declarou.
Ele destacou ainda a proposta apresentada pelo Brasil para criação de um fundo de preservação das florestas tropicais.
“Abriu-se uma possibilidade mais atrativa para investidores, mas ao mesmo tempo fica evidente a resistência dos países mais ricos em contribuir efetivamente”, pontuou.
Questionado sobre a carta enviada pela ONU ao governo brasileiro, apontando falhas na segurança e na infraestrutura do evento, o senador afirmou que providências já estão sendo tomadas.
“Houve falhas, inclusive na questão climática dentro da própria COP, como a falta de refrigeração adequada. Do ponto de vista da segurança, medidas corretivas já foram adotadas”, disse.
Apesar disso, Humberto Costa elogiou o acolhimento da população local.
“A infraestrutura da cidade e o acolhimento do povo do Pará aos delegados são extremamente importantes”, afirmou.
O senador minimizou os impactos das manifestações registradas no entorno da COP 30.
“É natural que existam contradições, porque há muitos pontos de vista sobre como enfrentar o problema climático. O que não é aceitável é tentar bloquear o avanço da realização da COP”, destacou.
Humberto Costa classificou como “lamentável” a ausência de governadores de estados importantes, como São Paulo, Minas Gerais e Goiás, além de líderes internacionais, incluindo o presidente dos Estados Unidos.
“O negacionismo climático é um dos maiores entraves para resolvermos um problema que terá gigantesca repercussão para as futuras gerações”, criticou. “Só é possível avançar se houver ação unificada. A ausência de atores importantes vai contra esse objetivo, que é da humanidade.”
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém