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Senadores do PP criticam nota da federação em defesa de Dias Toffoli

Parlamentares afirmam que posição divulgada pela federação com o União Brasil não representa a bancada do partido na Casa

Redação:
sábado, 14 de fevereiro de 2026 às 12:14
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Senadores do Progressistas (PP) afirmaram não terem sido consultados sobre a nota divulgada pela Federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Em comunicado divulgado pela líder da bancada, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), os parlamentares ressaltaram que a manifestação da federação “não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP”.

“A bancada do Progressistas no Senado Federal informa que a posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada – portanto não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP”, diz o texto.

A nota é assinada pelos senadores Dr. Hiran (PP-RR), Esperidião Amin (PP-SC), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Margareth Buzetti (PP-MT), além de Tereza Cristina.

Na sexta-feira (13), os presidentes do PP e do União Brasil, Ciro Nogueira e Antônio Rueda, respectivamente, divulgaram nota em defesa de Dias Toffoli, que enfrenta pressão após o avanço de investigações relacionadas ao Banco Master.

No comunicado, a Federação União Progressista afirmou haver preocupação com “narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro”. Segundo o texto, “é preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida”.

Os presidentes dos partidos também declararam que “atentar contra o ministro Dias Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou de um Poder da República, mas sim atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”.

A pressão sobre o ministro aumentou após relatório da Polícia Federal (PF) apontar menções a Toffoli em conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Após as revelações, o magistrado deixou a relatoria do caso no STF, que foi redistribuído ao ministro André Mendonça.

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