Expectativa é de compensação do turismo de negócios com o fluxo de viajantes rumo ao litoral
Com a chegada do mês de janeiro e o início da temporada de férias, o Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Feira de Santana projeta um aumento na demanda por serviços ligados ao setor. A expectativa é impulsionada pelo maior fluxo de turistas que deixam as regiões Sul e Sudeste com destino ao Nordeste, além da posição estratégica do município como importante entroncamento rodoviário do país.
O vice-presidente do sindicato, Marcelo Souza, explicou que, tradicionalmente, o início do ano registra uma queda no chamado turismo de negócios, forte em Feira de Santana ao longo de outros meses.
“Nós temos uma expectativa todo ano sempre boa, no sentido de termos uma manutenção da ocupação. Feira de Santana é uma cidade de turismo de negócios, mas tradicionalmente em janeiro, até antes do Carnaval, o movimento comercial cai. Construtores, representantes comerciais e propagandistas entram em férias, e esse fluxo de hóspedes diminui um pouco”, afirmou.
Segundo ele, essa redução acaba sendo parcialmente compensada pelo turismo de passagem, formado por viajantes que seguem em direção às praias nordestinas e utilizam a cidade como ponto de parada para descanso.
“Isso é recompensado com os turistas que saem do Sudeste e vão até o Nordeste curtir as praias no verão. Feira de Santana tem uma posição estratégica que propicia esse ‘pare e siga’, essas paradas de repouso para descansar e seguir viagem. Geralmente, em janeiro e fevereiro, até o Carnaval, há uma compensação do movimento tradicional, que é o turismo de negócios”, destacou.
Apesar do potencial, Marcelo fez críticas às condições das rodovias que cortam o município, especialmente as BRs 101 e 116, consideradas fundamentais para a economia local e nacional.
“Eu sou um crítico e defensor da necessidade de que uma cidade como Feira de Santana, um grande entroncamento rodoviário, não pode deixar de ter todas as suas vias duplicadas. As guias de acesso precisam ser duplicadas”, pontuou.
Ele citou obras inacabadas na BR-116 Sul e o avanço lento na BR-116 Norte como entraves ao desenvolvimento.
“A BR-116 Sul deveria já estar até o Norte de Minas e não está. A 116 Norte agora começa até Santa Bárbara, um pífio pedaço de estrada, que pouco representa para a economia do país. Feira de Santana é o único ponto no Brasil onde a BR-101 cruza com a BR-116, e ambas estão em péssimas condições, com obras inacabadas e causando um perigo muito grande”, criticou.
Para o vice-presidente do sindicato, investimentos em duplicação e melhoria da pavimentação teriam impacto direto no aumento do fluxo de veículos e turistas, refletindo positivamente na economia local.
“Se essas vias estivessem como deveriam estar, duplicadas e com bom nível de pavimentação, teríamos um fluxo de veículos muito maior. Com estradas sem buracos, boa dirigibilidade e previsibilidade de horários, teríamos sim um melhor fluxo de turistas em Feira de Santana, movimentando muito mais a economia da cidade”, concluiu.
*Com informações do repórter JP Miranda