Essa modalidade segue uma tendência mundial impulsionada pela tecnologia e pela mudança no comportamento dos consumidores.
O modelo de locação por curta temporada, conhecido como short stay, tem ganhado força e transformado o mercado imobiliário brasileiro. A avaliação é do especialista imobiliário Humberto Mascarenhas, entrevistado no programa Cidade em Pauta, da Nordeste FM.
Segundo o especialista, essa modalidade segue uma tendência mundial impulsionada pela tecnologia e pela mudança no comportamento dos consumidores.
“O short stay tem revolucionado não só o mercado imobiliário brasileiro, mas mundial. É uma tendência irreversível que tende a crescer bastante”, destacou.
Entre os fatores que explicam o avanço do short stay no país, Humberto elenca a busca por novas experiências, o aumento do trabalho remoto e a flexibilidade proporcionada aos usuários.
“As pessoas buscam experimentar mais. Com o home office, é comum alguém ficar poucas semanas ou meses em uma cidade e preferir um imóvel de temporada”, explicou.
Plataformas digitais como o Airbnb foram determinantes nesse processo.
“O Airbnb deu um ‘up’ na locação por curta temporada, assim como o Uber transformou o transporte. Virou cultural entre as novas gerações”, comparou.
Um dos principais atrativos é a alta rentabilidade. Enquanto o aluguel convencional rende entre 0,4% e 1% ao mês, o short stay pode chegar a até 3%.
“Isso tem feito muitos investidores migrarem para essa modalidade e atraído novos interessados no mercado imobiliário”, afirmou.
Mascarenhas alerta que não é qualquer imóvel que gera bons resultados nessa modalidade. Localização e ajustes estruturais fazem toda a diferença.
“Muita gente coloca o imóvel na plataforma e depois diz que não deu certo. O imóvel precisa estar dentro da cultura do short stay: moderno, atrativo e bem localizado”, enfatizou.
Ele reforça que imóveis próximos a centros comerciais, faculdades e áreas com boa mobilidade são mais procurados.
Outro ponto importante é verificar as regras do condomínio antes de investir.
“Existem condomínios que não permitem o short stay. O regulamento pode proibir mesmo que a lei permita a locação por temporada”, alertou.
Novos empreendimentos, especialmente em áreas turísticas, já nascem com o “DNA short stay”, o que facilita a operação.
Humberto reforça que pequenos detalhes elevam as notas nas plataformas e melhoram a rentabilidade:
“Quanto mais agradável for a estadia, decoração moderna, limpeza, iluminação, um mimo de boas-vindas, maior a avaliação e melhor será o resultado”, concluiu.
Em Feira de Santana, empreendimentos com essa proposta têm crescido, segundo o especialista, que é sócio da Nobel Imóveis, localizada na Avenida Governador João Durval Carneiro. Mantendo presença nas redes sociais, ele disponibiliza canais para consultoria a interessados.
“Nosso objetivo não é apenas vender, mas orientar para que o cliente tenha resultados satisfatórios”, finalizou.