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Sicomércio de Feira analisa impactos do calendário de feriados e projeta estratégias para 2026

Presidente Marco Silva alerta para desafios, necessidade de planejamento e negociações coletivas diante de 11 feriadões previstos para o próximo ano

Por Thaciane Mendes
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
Imagem de Sicomércio de Feira analisa impactos do calendário de feriados e projeta estratégias para 2026

O ano de 2026 promete ser desafiador para o comércio brasileiro, o que também afeta o cenário de Feira de Santana. Com quase todos os feriados nacionais caindo em dias de semana, o calendário deve contar com cerca de 11 feriadões, o que exige planejamento antecipado por parte dos empresários e diálogo constante com os trabalhadores.

O presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana (Sicomércio), Marco Silva, avaliou os possíveis reflexos desse cenário e as estratégias que vêm sendo discutidas. Segundo ele, o fato de os feriados já serem conhecidos com antecedência permite uma melhor organização.

“O ano de 2026 será um ano desafiador para o comércio do Brasil e também para Feira de Santana. Teremos 11 feriadões e, por saber com antecedência, o próprio empresário vai poder se organizar, assim como o trabalhador, que poderá saber se vai folgar ou se vai trabalhar nesses feriados”, afirmou.

Marco Silva destacou, no entanto, que a principal preocupação do setor está relacionada às negociações coletivas: “A gente sempre solicita ao Sindicato dos Comerciários que esses acordos sejam feitos com bastante antecedência. Infelizmente, isso nem sempre acontece. Nós sequer conseguimos fechar a convenção coletiva de 2025, cuja data-base foi primeiro de novembro”, explicou.

De acordo com o presidente do Sicomércio, enquanto a nova convenção não é firmada, seguem valendo as cláusulas da norma anterior: “Estamos negociando, e a convenção coletiva que temos ainda é válida pela cláusula da ultratividade. Alguns feriados já são definidos, além das cláusulas tradicionais, consideradas cláusulas pétreas”, pontuou.

Ele também lembrou que o funcionamento do comércio em feriados, especialmente nos shoppings, é regulamentado por legislação municipal: “O funcionamento dos shoppings nos feriados acontece através de uma lei municipal, a Lei nº 2.992/2001. Nos bairros, principalmente aos domingos e feriados, o movimento costuma ser melhor, porque é quando o centro está fechado. Isso é algo lógico”, observou.

Outro ponto abordado por Marco Silva foi a possibilidade de mudanças na jornada de trabalho, como a discussão em torno da escala 6x1 no Congresso Nacional.

“Em suma, é um grande desafio. Os empresários precisam se organizar porque também pode haver o advento da redução da jornada de trabalho. A diminuição da carga horária é algo natural na evolução do trabalho humano”, avaliou.

Para ele, o foco deve estar na produtividade: “A gente precisa cuidar para fazer mais com menos horas. Se considerarmos propostas de redução para 36 horas semanais, inicialmente para 40 horas e, depois, uma hora a menos a cada ano, não podemos ser contra. As pessoas querem mais tempo para estudar, conviver com a família e cuidar de suas questões religiosas ou espirituais. É um assunto que precisa ser tratado com muita seriedade”, concluiu.

*com informações da repórter Isabel Bomfim

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