O vereador afirma que continuará atuando de forma presente junto à população
O vereador Silvio Dias (PT) fez um balanço das ações do seu mandato na Câmara Municipal de Feira de Santana, destacando a importância da fiscalização das políticas públicas, da melhoria da infraestrutura urbana e da ampliação da representatividade política da cidade. Em entrevista ao programa Cidade em Pauta, o parlamentar apresentou iniciativas, cobranças e desafios que considera fundamentais para o desenvolvimento do município.
Segundo ele, o ritmo acelerado do crescimento urbano tem provocado consequências sérias para os serviços públicos.
“Feira de Santana inchou. Quando você cresce de forma desorganizada e sem planejamento, isso impacta no transporte, na saúde, na educação. Levar ônibus, água e iluminação para essas comunidades fica mais difícil.”
O vereador afirma que continuará atuando de forma presente junto à população: “Nosso mandato é de domingo a domingo, da zona rural aos bairros mais distantes. Fiscalizar é talvez a missão mais importante do vereador.”
Silvio citou a atuação de seu mandato em visitas a equipamentos públicos e ações de controle.
“Fiscalizando o Executivo você garante que os serviços aconteçam. Fizemos inspeções e denúncias ao Ministério Público, como no Centro de Acolhimento de imigrantes venezuelanos, onde encontramos condições insalubres e risco de incêndio.”
Ele voltou a criticar a ausência de planejamento histórico na expansão da cidade, citando como exemplo a duplicação da Avenida Artemia Pires.
“Vai ser preciso gastar cerca de R$ 60 milhões para corrigir problemas causados por invasões e falta de fiscalização. Quando uma empresa quer construir um condomínio, a Prefeitura é a primeira a saber. Faltou exigência de infraestrutura.”
O vereador defendeu que a Câmara e as universidades participem mais das decisões estruturantes para os próximos 20 anos da cidade: “Precisamos de união da sociedade para discutir que Feira de Santana queremos no futuro.”
Silvio também comentou o impasse envolvendo o anexo da Câmara, alvo de investigações do Ministério Público e do TCM devido ao pagamento por serviços não executados.
“Hoje a Câmara não tem um local adequado para atender o povo. É uma situação complicada. Quem paga é o cidadão, que chega lá e não encontra estrutura.”
Ele reforça a importância das apurações: “É estranho pagar por uma obra sem medição. Isso deve ser investigado até o fim.”