Atualmente, o setor da construção civil emprega cerca de 10 mil trabalhadores em Feira de Santana, segundo estimativa do sindicato.
O setor da construção civil em Feira de Santana encerra o ano em um cenário de crescimento e forte geração de empregos. A avaliação é do presidente do Sindicato da Construção Civil, Edvaldo Barbosa, que participou do Momento Sindical em entrevista ao programa De Olho na Cidade da Rádio Sociedade News e destacou a retomada do mercado, impulsionada por novos empreendimentos e pelo fortalecimento de programas habitacionais.
Segundo Edvaldo, o desempenho de 2025 é significativamente melhor do que o dos dois anos anteriores, considerados mais difíceis para a categoria.
“Tem sido um ano bom, melhorou bastante comparado com os últimos dois anos, que não foram tão bons. Só temos a agradecer pelos empreendimentos criados dentro da nossa cidade, que ajudam Feira de Santana e também os municípios circunvizinhos, gerando trabalho para muita gente”, afirmou.
O presidente do sindicato ressaltou que o volume de obras em andamento é tão expressivo que, em alguns casos, as próprias empresas têm procurado o sindicato em busca de indicação de mão de obra.
“Inclusive, algo que é difícil de acontecer, mas esse ano aconteceu: as próprias empresas pediram ao sindicato para indicar trabalhadores. Isso mostra que está faltando mão de obra para dar conta dos empreendimentos que estão sendo criados em Feira de Santana”, destacou.
Na avaliação de Edvaldo, o atual momento é um dos melhores desde o período entre 2012 e 2013. Ele atribui parte desse crescimento à retomada do programa Minha Casa, Minha Vida, que tem impacto direto na geração de empregos.
“O Minha Casa, Minha Vida tem um impacto muito forte, porque são vários empreendimentos e condomínios. Isso ajuda muito na criação de vagas. É uma obra mais simples e com prazo mais curto, o que aumenta o número de contratações”, explicou.
Edvaldo também destacou o papel estratégico da construção civil na economia como um todo.
“A construção civil impulsiona muito a economia. Vem o cimento, o bloco, todos os materiais, e o trabalhador, com seu salário, passa a consumir mais. É uma mão ajudando a outra, e o impacto na economia é bastante favorável”, pontuou.
No campo sindical, o bom momento do setor tem refletido positivamente nas negociações trabalhistas. O presidente lembrou que a data-base da categoria é em 1º de janeiro e que, nos últimos anos, mesmo que de forma modesta, tem sido possível garantir ganho real.
“Já vínhamos negociando e estamos conseguindo ganho real. É pouco, mas estamos conseguindo. Já estamos com datas agendadas para sentar à mesa com o patronato e fechar a negociação de 2026”, disse.
Atualmente, o setor da construção civil emprega cerca de 10 mil trabalhadores em Feira de Santana, segundo estimativa do sindicato. Edvaldo também destacou a atuação de construtoras consolidadas no município, que cumprem rigorosamente os acordos coletivos.
“São empresas que respeitam aquilo que foi negociado e assinado. Não dão trabalho ao sindicato porque cumprem a convenção coletiva”, afirmou.
Para o presidente, o crescimento do setor representa uma boa notícia para toda a sociedade.
“A construção civil acolhe todo tipo de trabalhador. Não exige grau de estudo ou idade específica, exige saúde e vontade de trabalhar. A pessoa é contratada, produz e leva o seu dinheiro para casa”, concluiu.