Autoridades monitoram casos, vacinam animais e acompanham moradores após relatos de ataques na zona rural do município
Casos suspeitos de raiva envolvendo ataques de raposas na zona rural de Cruz das Almas acenderam o alerta das autoridades de saúde e levaram à mobilização de uma força-tarefa para conter possíveis riscos à população e aos animais.
A ação envolve órgãos estaduais, instituições de ensino e equipes técnicas, com foco no monitoramento, prevenção e orientação nas comunidades rurais. A iniciativa é coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), dentro do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros.
A secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, afirmou que o caso está sendo acompanhado de perto pelas equipes de vigilância.
“Estamos fazendo o acompanhamento em parceria com outros órgãos competentes. A vigilância sanitária está monitorando a situação e aguardamos os resultados para tomar as providências necessárias”, explicou.
Segundo ela, além da investigação, medidas imediatas já foram adotadas para evitar a propagação da doença.
“Todo o cuidado de bloqueio está sendo feito. As pessoas que tiveram contato estão sendo monitoradas pelas equipes de saúde e pela vigilância”, destacou.
Moradores da região relataram ataques de raposas, com casos de pessoas mordidas, o que elevou a preocupação com a possível transmissão da doença, que é grave e pode ser fatal se não tratada adequadamente.
Como parte da resposta, equipes estão realizando vacinação gratuita de bovinos e equídeos diretamente nas propriedades rurais, além de levantamento do rebanho e orientações aos produtores sobre sinais clínicos e medidas preventivas.
A mobilização também inclui ações educativas, com foco na conscientização da população sobre os riscos da raiva e a importância da vacinação.
Roberta Santana reforçou a necessidade de atenção tanto à saúde humana quanto animal.
“É importante manter essa estratégia e conscientizar sobre a importância da vacinação em todos os âmbitos, tanto dos animais quanto das pessoas, para garantir a imunização e a proteção da população”, afirmou.
As ações também contam com o apoio de outras instituições e fazem parte do projeto de extensão “Chega de Passar Raiva”, da UFBA, que leva informação às comunidades sobre formas de transmissão, cuidados após possíveis exposições e prevenção da doença.
A recomendação das autoridades é que, em caso de ataque ou contato com animais suspeitos, a população procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e início do protocolo de prevenção.
*Com informações de Ednalva Valença