Segundo o vereador, o primeiro ano do segundo mandato foi marcado pela organização administrativa e pela experiência adquirida ao longo da atuação política.
O vereador e pastor Valdemir Santos fez um balanço do primeiro ano do seu segundo mandato na Câmara Municipal de Feira de Santana, durante entrevista concedida ao programa Cidade em Pauta. Vice-líder do governo na Casa Legislativa, o parlamentar avaliou o período como produtivo, destacou a retomada do diálogo institucional e projetou um 2026 de grandes investimentos no município.
Valdemir ressaltou o sentimento de gratidão ao encerrar mais um ano de trabalho legislativo e relembrou sua trajetória pessoal até chegar ao Legislativo feirense.
“Eu que saí de lugares tão improváveis. Quando cheguei em Feira de Santana, a minha primeira moradia foi debaixo da ponte do Rio Jacuípe. Vivi ali por muitos anos, até que Deus foi me mostrando oportunidades. Comecei a estudar, a me preparar, fui eleito no primeiro mandato e agora reeleito para o segundo. Então, temos muito a agradecer”, afirmou.
Segundo o vereador, o primeiro ano do segundo mandato foi marcado pela organização administrativa e pela experiência adquirida ao longo da atuação política. Ele destacou, ainda, o papel estratégico que passou a exercer como vice-líder do governo José Ronaldo na Câmara.
“Foi um ano bastante produtivo. Eu diria que foi um ano de organização. Tive o privilégio de, nesse segundo mandato, ser escolhido pelo prefeito José Ronaldo para ser vice-líder do governo na Casa. Isso me permitiu participar diretamente de todas as discussões e votações importantes que chegaram à Câmara”, explicou.
Valdemir também comentou a pesquisa que apontou mais de 70% de aprovação do governo municipal e atribuiu esse resultado à reconstrução do diálogo político após o período eleitoral.
“Essa aprovação poderia ser até maior. O prefeito teve habilidade de deixar o palanque de lado, sentar com quem precisava sentar, inclusive com a oposição, e recolocar Feira de Santana no trilho do crescimento”, avaliou.
Ao comparar a legislatura atual com a anterior, Valdemir apontou uma mudança clara de postura dos vereadores, sobretudo no relacionamento com o Executivo.
“A Câmara não mudou muito em quantidade, saíram apenas quatro vereadores, mas mudou a postura. Muitos entenderam que travar projetos não prejudica apenas o prefeito, prejudica a cidade inteira. Na legislatura passada, a Câmara não deixou o prefeito Colbert trabalhar. Foram quatro anos de retrocesso”, afirmou.
Ele também destacou a capacidade de diálogo do atual prefeito como fator decisivo para a aprovação dos projetos enviados ao Legislativo.
“José Ronaldo sabe dialogar com situação e oposição. Isso facilitou para que a Câmara entendesse a importância de aprovar os projetos e permitir que a cidade volte a crescer”, disse.
Entre as proposições apresentadas, o vereador destacou projetos voltados à sustentabilidade e à educação ambiental.
“Eu tenho muito orgulho do projeto de sustentabilidade. Feira de Santana é riquíssima em meio ambiente, mas isso não tem recebido a atenção necessária. O meio ambiente é qualidade de vida, é vida”, ressaltou.
Ele defendeu a implantação da educação ambiental nas escolas e afirmou que continuará cobrando a execução das leis já aprovadas.
Valdemir também falou sobre o papel fiscalizador do vereador, mesmo integrando a base do governo.
“Não misturamos as coisas. Fiscalizar é obrigação. Existem duas formas de cobrar: uma pública e outra direta. Muitas vezes, quando você resolve no diálogo, nem precisa expor, porque o problema já foi solucionado”, explicou.
Ele citou como exemplo cobranças relacionadas a atrasos em pagamentos de cooperativas da área da saúde e elogiou a decisão do prefeito de afastar empresas que não cumpriram contratos.
Sobre a obra inacabada do anexo da Câmara de Vereadores, Valdemir classificou a situação como frustrante e defendeu cautela até a conclusão das investigações.
“Foi uma obra necessária, mas o desfecho entristece. Não só pelo prejuízo aos vereadores, mas principalmente à população, que perdeu um espaço de atendimento”, lamentou.
Segundo ele, a atual presidência da Câmara adotou a postura correta ao judicializar a questão antes de fazer acusações.
“Ninguém pode sair atirando pedra sem fazer levantamento. Agora é esperar a Justiça apurar se houve falhas, irregularidades ou não. Se não houve desvio, ótimo. Mas só a obra parada já é um grande prejuízo”, pontuou.
Apoio político e eleições de 2026
Questionado sobre as eleições de 2026 e o discurso de apoio a candidatos “da terra”, o vereador foi enfático ao rebater críticas.
“Esse discurso de dizer que deputado é de fora é vazio. Deputado estadual é da Bahia e deputado federal é do Brasil. A preocupação não deve ser de onde o político é, mas se ele é atuante e traz resultados para o estado e para a cidade”, declarou.
Valdemir reafirmou apoio ao deputado federal Gabriel Nunes, destacando o volume de emendas destinadas a Feira de Santana, e anunciou o apoio ao pré-candidato a deputado estadual Thiago Gilleno.
“Nós estamos apostando nossas fichas no Dr. Thiago Gilleno, um jovem político que fez história como prefeito de Ponto Novo e tem se dedicado muito a Feira de Santana. Acreditamos que ele fará um grande trabalho na Assembleia Legislativa”, afirmou.
O vereador demonstrou otimismo com o próximo ano e reforçou a expectativa de que Feira de Santana se transforme em um grande canteiro de obras.
“Em 2026, Deus vai nos dar a oportunidade de ajudar o prefeito José Ronaldo a transformar Feira de Santana. A cidade nunca viu tantas obras como vai ver a partir do próximo ano”, afirmou.
Valdemir citou, entre os projetos aguardados, a revitalização da Lagoa Salgada, cuja licitação foi autorizada pelo Executivo.
“Ali vai ser uma das áreas mais bonitas da cidade, para atividade física e lazer, para a população aproveitar o pôr do sol”, concluiu.