09/06/2026
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De Olho na Cidade
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Abuso sexual infantil pode ocorrer no ambiente familiar e exige atenção redobrada dos pais, alertam especialistas

Maioria dos abusos ocorre dentro do ambiente familiar e alertam para sinais de mudança de comportamento e importância da denúncia

Victória SilvaRedação: Victória Silva
terça-feira, 12 de maio de 2026 às 08:46
Duas mulheres aparecem sorridentes, em pé e lado a lado, em um estúdio de rádio. A mulher à esquerda tem cabelos loiros e usa óculos de grau e uma blusa branca com detalhes bordados nas mangas. A mulher à direita tem cabelos castanhos e veste uma regata bege com calça marrom e cinto. Ao fundo, destaca-se um painel branco com o logotipo da rádio "Nordeste FM"
Foto: De Olho na Cidade

Durante o quadro “Saúde Mental em Pauta”, apresentado pela psicóloga Olivia Magalhães, o tema central foi a violência sexual contra crianças e adolescentes. A edição contou com a participação da assistente social Thelma Sampaio, que reforçou a importância da prevenção, do acolhimento das vítimas e da denúncia.

As especialistas chamaram atenção para o fato de que grande parte dos casos acontece dentro de casa e que sinais de comportamento podem indicar abuso.

Thelma Sampaio destacou que um dos maiores desafios é a falsa sensação de segurança dentro do ambiente familiar.

“A maioria dessas violências acontece dentro desse ambiente familiar, por parte de um parente, vizinho ou alguém próximo da criança”, explicou.

Segundo ela, os dados mostram que o agressor, em muitos casos, é alguém de confiança da família.

A psicóloga Olivia Magalhães chamou atenção para o impacto do acesso precoce a conteúdos inadequados.

“A pornografia é a porta de entrada para a violência sexual infantil. Criança não deve ter acesso livre a celular, computador ou conteúdos sem supervisão”, alertou.

Ela reforçou a necessidade de acompanhamento constante dos responsáveis sobre o que crianças consomem na internet.

As especialistas destacaram que alterações emocionais e físicas devem ser observadas com atenção.

Entre os sinais citados estão:

  • Isolamento repentino
  • Irritabilidade ou agressividade
  • Pesadelos e insônia
  • Queda no rendimento escolar
  • Queixas de dor ou desconforto físico

“Essa mudança de rotina precisa ser bastante observada para compreender que algo não está normal”, afirmou Olivia. 

Thelma ressaltou que a forma como a criança é ouvida faz diferença no enfrentamento do problema.

“Quando a criança fala, ela não pode ser desacreditada. Ela precisa ser acolhida com carinho e sem pânico”, disse.

Ela alertou ainda para erros comuns dos adultos, como negar ou minimizar a fala da vítima.

“Não diga que é mentira. Acolha, escute e denuncie. Não fique calado”, reforçou. 

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