Presidente do Senado afirma que PECs sobre escala 6x1 e segurança pública, além de projeto sobre minerais críticos e terras raras, seguirão tramitação nas comissões
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deu andamento nesta sexta-feira (14) a três propostas consideradas estratégicas pelo governo federal. A movimentação ocorreu depois de uma série de reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo da semana.
Entre as matérias que avançaram está a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1, além da PEC da Segurança Pública e do projeto que estabelece regras para a exploração e o desenvolvimento de minerais críticos e terras raras.
As duas propostas de emenda à Constituição foram enviadas à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde passarão pela primeira fase de avaliação antes de uma eventual discussão no plenário. O projeto relacionado aos minerais ainda não tinha, até a divulgação da nota, uma comissão definida no sistema do Senado.
Em comunicado, Alcolumbre descreveu o encontro com Lula como uma conversa institucional marcada por diálogo aberto e respeito entre as partes. Ele também ressaltou que os textos tratam de temas complexos e, por isso, precisam ser examinados dentro das regras previstas pelo Senado.
O avanço das propostas ocorre em meio a uma tentativa de reconstrução da relação entre o presidente do Senado e o Palácio do Planalto. Os dois haviam protagonizado momentos de tensão por divergências políticas, entre elas a rejeição da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar da retomada do diálogo, a previsão nos bastidores do Senado é que uma eventual votação das matérias não ocorra antes das eleições de 2026. O calendário do Congresso prevê apenas mais uma semana de esforço concentrado em setembro, antes do período eleitoral.
A reaproximação é considerada relevante pelo governo para a continuidade de projetos considerados prioritários. Após o encontro entre Lula e Alcolumbre, o ministro das Relações Institucionais também afirmou que o presidente do Senado deverá apoiar a chapa petista nas eleições de 2026, independentemente do andamento das propostas na Casa.