A prevenção é sempre mais eficaz e econômica do que o tratamento
A nutricionista Giceli Oliveira falou sobre a importância da alimentação e de sinais do corpo que podem indicar riscos antes do aparecimento do câncer de mama. Em entrevista ao programa De Olho na Cidade, ela destacou como escolhas diárias podem influenciar na prevenção da doença.
“Tem a cúrcuma, que é rica em curcumina, um antioxidante que ajuda na prevenção. Alimentos ricos em vitamina C também são importantes, assim como frutas vermelhas, que contêm antioxidantes. Os peixes, ricos em ômega 3, também devem estar na alimentação. Todos esses alimentos contribuem para reduzir o risco de câncer de mama”, explicou Giceli.
A nutricionista também comentou sobre sinais que muitas vezes passam despercebidos, como a queda de cabelo.
“Quando você apresenta queda de cabelo, normalmente é por deficiência nutricional ou alterações hormonais. O excesso de estrogênio, por exemplo, pode aumentar a queda de cabelo e também o risco de câncer de mama”, alertou.
Giceli ressaltou que a genética não é um destino inevitável. “Existem mulheres com predisposição genética, mas ter o gene não significa que o câncer vai aparecer. A genética funciona como um interruptor: o que vai acender ou apagar são os hábitos de vida, principalmente a alimentação”, afirmou.
Ela alertou sobre o consumo de produtos industrializados. “Muitas pessoas substituem refrigerante comum por zero, pensando apenas nas calorias. Mas calorias não são tudo. Um refrigerante zero não fornece nutrientes e ainda contém corantes e produtos químicos que podem favorecer a predisposição genética ao câncer”, disse.
Para Giceli, a prevenção é sempre mais eficaz e econômica do que o tratamento. “Receber um diagnóstico de câncer não é brincadeira. Muitas vezes, passamos anos comendo o que não devemos e nos arrependemos depois. Um estilo de vida saudável é um grande aliado na prevenção. É muito mais barato se prevenir do que remediar”, destacou.
A nutricionista reforçou a importância da conscientização e da prevenção: “A alimentação correta pode reduzir o risco em até 35%. Cuidar da saúde é um investimento que vale muito a pena”, concluiu.