08/06/2026
--
De Olho na Cidade
InícioFeira de Santana
3 min de leitura

Alta demanda leva Fundação Hospitalar a planejar ampliação de cirurgias para gigantomastia

Mais de 450 mulheres já foram atendidas, e programa entra em nova fase com previsão de aumento no número de procedimentos

Redação:
sábado, 18 de abril de 2026 às 06:44
Imagem de Alta demanda leva Fundação Hospitalar a planejar ampliação de cirurgias para gigantomastia

A presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, destacou os avanços do programa de cirurgias para tratamento de gigantomastia, além de anunciar ampliações estruturais e novos mutirões de saúde previstos para os próximos meses.

Segundo ela, o programa já alcançou números expressivos e segue em expansão.

“A gente está agora no quinto mutirão, com mais de 450 mulheres atendidas”, afirmou.

Gilberte explicou que o quinto mutirão precisou ser dividido em duas etapas devido à alta procura. Inicialmente, eram 300 vagas, mas mais de 500 mulheres compareceram à triagem.

“Compareceram 534 mulheres. Como não conseguiríamos atender todas, dividimos em duas datas”, explicou.

Na primeira etapa, 134 pacientes foram aprovadas. Já na segunda, realizada em março, outras 63 foram selecionadas. A presidente fez questão de esclarecer um ponto importante:

“Essa segunda lista não elimina a primeira. Ela soma com a primeira.”

Agora, as pacientes entram na segunda fase do processo, que consiste em visitas domiciliares realizadas por assistentes sociais. Em seguida, passam para a terceira etapa, com exames médicos.

“Os exames são essenciais para garantir segurança. Já tivemos casos de gravidez e até diagnóstico de câncer de mama durante essa fase”, destacou.

A presidente reforçou que o programa não tem caráter estético, mas sim de saúde pública, voltado para casos graves de gigantomastia.

“Não é cirurgia plástica. É para mama gigante, um problema que impacta diretamente a saúde das mulheres”, pontuou.

De acordo com ela, o critério técnico considera casos em que as mamas chegam a cerca de cinco quilos, classificados como grau cinco pelo cirurgião responsável.

Além das dores físicas, como problemas na coluna e limitações no trabalho, Gilberte destacou o impacto emocional da condição.

“Temos pacientes que passaram anos sem sair de casa por depressão. Outras nunca usaram biquíni por vergonha”, relatou.

Ela também ressaltou as mudanças positivas após a cirurgia: “Depois do procedimento, muitas voltam a praticar atividades físicas, procuram nutricionista e mudam completamente o estilo de vida.”

A alta procura pelo programa tem levado a Fundação a estudar a ampliação das cirurgias.

“A gente tem interesse em aumentar o número de cirurgias por mês e até incluir novos profissionais para operar também aos sábados”, afirmou.

A presidente classificou a gigantomastia como um problema de saúde pública, diante da quantidade de mulheres afetadas.

“Já encontrei paciente operada que voltou com a filha para entrar no programa. Isso mostra o tamanho da demanda”, disse.

Outra novidade é a inclusão de pacientes em acompanhamento antes da cirurgia, quando são identificadas outras condições de saúde.

“Se a paciente tem hipertensão, diabetes ou obesidade, ela passa por acompanhamento com cardiologista, psicólogo e nutricionista antes da cirurgia”, explicou.

Compartilhar:

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nosso Termos de Uso.