Cerca de 10% da população é portadora de diabetes, e uma grande parte dessas pessoas vai desenvolver alterações nos pés ao longo do tempo
As complicações causadas pelo diabetes nos pés podem evoluir de forma silenciosa e levar a consequências graves, como infecções e amputações, caso não sejam prevenidas a tempo. O alerta foi feito pela estomaterapeuta Áquilla Chahinne ao falar sobre o tema “Alterações do diabetes nos pés: um risco silencioso para a saúde”.
A especialista chamou a atenção para a alta incidência da doença no país. “Hoje cerca de 10% da população é portadora de diabetes, e uma grande parte dessas pessoas vai desenvolver alterações nos pés ao longo do tempo”, explicou.
Segundo Áquilla, os primeiros sinais podem parecer simples, mas exigem cuidado imediato.
“O diabético costuma apresentar ressecamento da pele com o passar dos anos. É importante observar se o pé está mais áspero, rachado, se há umidade entre os dedos ou mudanças nas unhas, como engrossamento e coloração amarelada”, orientou.
A estomaterapeuta destacou que muitas dessas alterações estão ligadas à neuropatia diabética, uma complicação que afeta os nervos periféricos.
“O diabetes vai degenerando os nervos, principalmente das pernas e dos pés. Com isso, surgem sintomas como formigamento, ardência, dor e, em casos mais avançados, a perda da sensibilidade”, afirmou.
Essa perda sensorial, segundo ela, é um dos maiores perigos. “Muitas vezes o diabético se machuca e não percebe. Já tivemos paciente que passou dias com um parafuso perfurado no pé sem sentir dor”, relatou.
Além dos nervos, o diabetes também afeta a pele. “A neuropatia compromete as glândulas sudoríparas e sebáceas, que deixam de produzir suor e oleosidade. A pele fica muito ressecada e vulnerável a rachaduras, que podem servir de porta de entrada para bactérias e fungos”, explicou.
Áquilla reforçou que situações aparentemente simples, quando negligenciadas, podem evoluir para quadros graves.
“Já atendemos paciente idosa que chegou com fungos entre os dedos e só procurou ajuda quando os dedos já estavam necrosados. Infelizmente, nesse caso, não houve alternativa além da amputação”, contou.
Ela alertou ainda para os calos, muito comuns em pessoas com diabetes. “O calo é extremamente perigoso no pé diabético. Ele geralmente surge por mudanças na pisada e pontos de maior pressão. Sem tratamento, pode evoluir para uma úlcera”, explicou.
A especialista enfatizou que o cuidado deve ser diário. “É preciso olhar os pés todos os dias, inspecionar, observar rachaduras, feridas, mudanças na cor da pele e das unhas”, orientou.
Entre as principais recomendações estão:
“Nada de usar alicate, faca ou lâmina em casa. O diabético precisa de cuidado especializado”, alertou.
Áquilla explicou que o estomaterapeuta atua de forma preventiva e terapêutica. “Nosso trabalho é avaliar a circulação, testar a sensibilidade, identificar neuropatias e tratar lesões desde o início, evitando que evoluam para amputações”, destacou.
Ela citou a podiatria clínica como um serviço essencial para pacientes diabéticos. “Não se trata apenas de estética, mas de prevenção e cuidado com um pé delicado, muitas vezes com problemas de circulação e cicatrização”, afirmou.
A estomaterapeuta ressaltou que a clínica Doutor Curativos tem se tornado referência em Feira de Santana e região no cuidado com o pé diabético.
“Nosso objetivo é orientar, prevenir e tratar, evitando que problemas simples cheguem a um ponto irreversível”, concluiu.
Clínica Doutor Curativos
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