Comentarista avalia força do PSD, cenário do bolsonarismo e favoritismo de Lula nas eleições de 2026
O comentarista político Humberto Cedraz fez uma análise do cenário político nacional, destacando a movimentação partidária no PSD, as pré-candidaturas à Presidência da República e as perspectivas para as eleições estaduais.
Ao comentar a ida do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para o PSD, Cedraz destacou que o partido passa a concentrar três nomes com potencial presidencial.
“Hoje o PSD tem três pré-candidatos consistentes: Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite. Dois deles têm musculatura política de presidente, e o terceiro também aparece como possibilidade”, avaliou.
Segundo ele, Ratinho Júnior se destaca pelo desempenho administrativo no Paraná.
“Ratinho tem um eleitorado grande e dois governos bem avaliados. Caiado também é um homem de pulso, preparadíssimo. Goiás talvez não tenha um eleitorado tão grande quanto o Paraná, mas ele é um nome forte”, disse.
Para Cedraz, a tendência é que o partido escolha um nome principal e os demais sigam outros caminhos.
“A tendência é escolherem entre si. Os outros dois devem sair candidatos ao Senado. Isso é praticamente cantado”, afirmou.
O comentarista também ressaltou o papel do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, a quem definiu como um dos maiores articuladores políticos do país.
“Kassab é, hoje, o maior articulador do Brasil. Ele dá liberdade aos estados com uma liderança forte em cada lugar”, explicou.
Sobre a disputa presidencial, Humberto Cedraz avaliou que o presidente Lula aparece, neste momento, como favorito.
“Hoje, Lula é o favorito, sim. Ele tem um eleitorado mais consistente. O bolsonarismo tenta se reorganizar, mas o filho não é o pai”, afirmou, ao comentar a consolidação do nome de Flávio Bolsonaro como possível herdeiro político do ex-presidente.
Para Cedraz, Jair Bolsonaro optou por manter o legado político na família.
“Bolsonaro quis o bolsonarismo nas mãos de um filho. Não acredito que esse quadro vá se reverter”, avaliou, destacando que o crescimento inicial de Flávio Bolsonaro ainda é limitado. “Subiu um palmo, mas a água ainda está no queixo. Se continuar chovendo, pode virar um candidato competitivo”, ponderou.