Treinador afirmou que decisão foi baseada em levantamento estatístico e destacou que eliminação para a Noruega deve servir como ponto de partida para a renovação da Seleção Brasileira.
O técnico Carlo Ancelotti detalhou os critérios que levaram à escolha de Bruno Guimarães para cobrar o pênalti desperdiçado na derrota do Brasil por 2 a 1 diante da Seleção Norueguesa de Futebol, neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O lance aconteceu ainda no primeiro tempo, quando a partida permanecia empatada sem gols.
Durante a entrevista coletiva, Ancelotti afirmou que a comissão técnica utilizou um levantamento estatístico para definir a ordem dos cobradores, considerando o desempenho recente dos atletas da Seleção. Segundo ele, a ausência dos principais especialistas em campo levou à escolha do volante.
"Nós analisamos os números dos nossos jogadores e também dos adversários. Entre os atletas disponíveis naquele momento, entendemos que Bruno Guimarães era a melhor opção para a cobrança", explicou.
Apesar da eliminação precoce, o treinador evitou tratar o resultado como o encerramento de um projeto. Para Ancelotti, a campanha brasileira teve aspectos positivos, embora tenha ficado abaixo da expectativa de conquistar o hexacampeonato.
"O sentimento é de tristeza, porque acreditávamos que poderíamos avançar. Mesmo assim, vejo essa derrota como o início de um novo processo. Precisamos aprender com esse momento, evoluir e buscar novas soluções para o futuro", declarou.
Com a eliminação nas oitavas de final, o Brasil registra sua pior participação em Copas do Mundo desde 1990, quando também deixou a competição nessa fase. O resultado ainda amplia o período sem títulos mundiais da Seleção. Desde a conquista do pentacampeonato, em 2002, o país chegará, no mínimo, a 28 anos sem levantar a principal taça do futebol mundial, superando o antigo intervalo de 24 anos entre os títulos de 1970 e 1994.