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Ângelo Coronel defende PEC da Segurança Pública para unificar o combate ao crime organizado

Coronel afirmou que ainda é cedo para avaliar os resultados da operação, mas ressaltou que medidas precisam ser tomadas para conter o avanço do tráfico.

Por Rafa
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
Imagem de Ângelo Coronel defende PEC da Segurança Pública para unificar o combate ao crime organizado

O senador Ângelo Coronel (PSD-BA) comentou sobre os recentes confrontos entre forças de segurança e o crime organizado no Rio de Janeiro, tema que tem repercutido em todo o país. Em entrevista ao De Olho na Cidade, o parlamentar destacou a complexidade do enfrentamento ao narcotráfico e defendeu o equilíbrio entre a ação policial e o respeito aos direitos humanos.

“O Brasil está dividido quanto a esse movimento no Rio de Janeiro. Uns aplaudem porque o governador deflagrou uma operação para fazer uma limpeza no narcotráfico, enquanto outros, ligados aos direitos humanos, condenam a mortandade. Quando a violência cresce, criticam a falta de ação; quando há reação mais firme, também há críticas”, observou o senador.

Coronel afirmou que ainda é cedo para avaliar os resultados da operação, mas ressaltou que medidas precisam ser tomadas para conter o avanço do tráfico.

“Não dá pra fazer um julgamento agora. Evidentemente, é preciso limpar as áreas onde criminosos e traficantes agem livremente. O tráfico cooptou muitos jovens e destrói famílias. Algo precisa ser feito”, disse.

O senador também comparou a situação brasileira com ações internacionais de combate às drogas.

“Os Estados Unidos estão com navios no Caribe para conter o tráfico internacional. Acredito que essa luta vai se tornar mundial, com países se unindo para enfrentar o narcotráfico global”, avaliou.

Ângelo Coronel destacou a importância da proposta de emenda à Constituição (PEC) que busca unificar e fortalecer a atuação dos órgãos de segurança pública em todo o país, integrando esforços entre União, estados e municípios.

“A PEC é de muita importância. Eu mesmo apresentei um projeto de lei para modificar a distribuição do Fundo Nacional de Segurança Pública. Hoje, 75% dos recursos ficam com a União e apenas 25% vão para os estados. Defendo que parte desses recursos seja destinada aos municípios, para fortalecer as guardas municipais”, explicou.

Segundo o senador, a mudança também inclui a transformação das Guardas Municipais em Polícias Municipais, com melhor estrutura e autonomia.

“As guardas municipais precisam estar equipadas para ajudar a Polícia Militar no combate ao mundo das drogas. É nas cidades que o problema começa, e é nelas que precisamos atuar com força”, afirmou.

Coronel acredita que o debate sobre a PEC deve ganhar força após os episódios no Rio de Janeiro.

“Depois dessa operação, o Congresso vai se debruçar sobre o tema. A proposta está na Câmara dos Deputados, mas deve avançar. O presidente Hugo Motta já sinalizou que vai pautar a discussão, ouvindo a sociedade e os municípios, porque cada região tem suas peculiaridades”, concluiu.

O parlamentar reforçou que o enfrentamento ao tráfico exige medidas duras, mas ponderadas.

“Medidas drásticas agradam a uns e desagradam a outros. Não existe nada que agrade cem por cento da população. O importante é agir com responsabilidade e foco em resultados”, finalizou o senador.

*Com informações de Jorge Biancchi

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