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Anvisa reforça alerta sobre tirzepatidas ilegais e nutróloga chama atenção para riscos à saúde

Nutróloga alerta para riscos do uso de medicamentos clandestinos vendidos pela internet e sem prescrição médica

Por Rafa
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Foto: reprodução
Foto: Foto: reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a acender o alerta sobre o uso indiscriminado de canetas emagrecedoras, principalmente medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de produtos com retatrutida, de todas as marcas e lotes, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

Durante participação no quadro Saúde em Pauta, a nutróloga Dra. Aline Jardim destacou que o tema é polêmico e extremamente necessário diante do aumento de casos envolvendo complicações graves de saúde.

Segundo a especialista, a grande confusão começa pelo desconhecimento da população sobre o que, de fato, está ou não proibido pela Anvisa. A tirzepatida é o nome da substância, enquanto Mounjaro é o nome comercial do medicamento desenvolvido após anos de pesquisa pelo laboratório Eli Lilly.

“O Mounjaro não está proibido. O que está proibido são produtos de alguns laboratórios, principalmente os que vêm de fora do país, sem qualquer registro. A tirzepatida é uma substância sintética, que pode ser manipulada em farmácias autorizadas e fiscalizadas”, explicou a médica.

Dra. Aline reforçou que a Anvisa tem como principal papel proteger a população brasileira e que toda substância liberada passa por rigorosos critérios de avaliação.

“Quando uma farmácia de manipulação produz uma substância aqui no Brasil, ela é fiscalizada, há rastreabilidade do princípio ativo, controle de qualidade e responsabilidade técnica. Isso não acontece com produtos que entram ilegalmente no país”, ressaltou.

De acordo com a nutróloga, o grande problema hoje é o tráfico desses medicamentos, especialmente os que vêm do Paraguai.

“O que é proibido e entra de forma ilegal é tráfico. Essas tirzepatidas que chegam ao Brasil, como a chamada TG, vêm de laboratórios que não informam origem, composição ou como são produzidas. A Anvisa não permite porque está preocupada com a saúde da população”, alertou.

A médica chamou atenção ainda para os preços muito abaixo do mercado, que costumam ser um sinal de alerta para o consumidor.

“Uma caneta legalizada custa em torno de mil a mil e quatrocentos reais. A pessoa encontra na internet por quinhentos reais. Isso é um tiro no pé”, destacou.

Casos de agravamento de saúde após o uso dessas substâncias já foram registrados em estados como Santa Catarina e Minas Gerais, reforçando o perigo do uso sem acompanhamento médico.

Outro ponto levantado pela Dra. Aline é a facilidade com que esses produtos são vendidos.

“As pessoas estão comprando com cabeleireira, com ambulante, em feiras populares, sem prescrição médica. Isso é extremamente perigoso”, afirmou.

A nutróloga explicou que existem outras opções de tratamento para obesidade devidamente autorizadas, tanto injetáveis quanto orais, além de medicamentos manipulados em farmácias de confiança, sempre com indicação médica individualizada.

“Nós temos diversas medicações autorizadas e tratamentos eficazes. Mas emagrecimento não é só tomar um medicamento. É cuidar da alimentação, do sono, da atividade física, do intestino e do estresse. O estresse, por exemplo, aumenta cortisol, inflamação e contribui para o ganho de peso”, destacou.

A médica reforçou a importância de buscar orientação profissional antes de iniciar qualquer tratamento.

“Não coloque sua vida em risco. Está com dúvida? Procure um profissional de saúde. O acompanhamento médico é fundamental para garantir segurança e resultados”, concluiu.

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