Ação do Pacto Feira pela Alfabetização atende 3.342 estudantes e busca fortalecer habilidades de leitura, escrita e matemática
A primeira etapa do Sabadou, iniciativa da Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana (Seduc), apresentou resultados que devem orientar novas ações de recomposição das aprendizagens na rede municipal. O projeto, desenvolvido pelo Pacto Feira pela Alfabetização, foi criado para atender estudantes com dificuldades identificadas a partir dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação de Feira de Santana (Saev).
Segundo o secretário municipal de Educação, Pablo Roberto, aproximadamente 3,3 mil estudantes foram identificados com algum nível de dificuldade nas áreas de leitura, Língua Portuguesa e Matemática.
“São 3.300 alunos, aproximadamente, que apresentaram algum tipo de dificuldade de leitura, Português e Matemática. Por conta disso, nós vamos entrar com esse processo de recomposição, para que eles possam aprender mais, desenvolver mais as suas habilidades e recuperar o tempo”, afirmou.
A iniciativa começou com um projeto-piloto e envolveu escolas da rede municipal durante os sábados. De acordo com Pablo Roberto, a avaliação inicial foi positiva, principalmente pela participação das famílias e dos estudantes.
“O Sabadou começou com sucesso total, muitas famílias levando os seus filhos. Foram 31 escolas que funcionaram aos sábados. Nós vamos trabalhar com o projeto-piloto para que possamos avançar para toda a rede”, destacou o secretário.
A proposta foi estruturada a partir do diagnóstico obtido pela secretaria, permitindo que o atendimento fosse direcionado de acordo com o nível de aprendizagem de cada estudante.
Na primeira etapa, 3.342 estudantes foram selecionados para participar das atividades em 28 escolas-polo, entre 15 de agosto e 26 de setembro. O calendário prevê cinco sábados de atendimento: 15, 22 e 29 de agosto, além de 12 e 26 de setembro.
No 4º e 5º anos, o atendimento contempla estudantes classificados como não leitores, leitores de sílabas e leitores de palavras. Já no 3º ano, o foco está nos estudantes não leitores e leitores de sílabas.
As turmas são formadas por, no máximo, 15 estudantes, possibilitando um acompanhamento mais próximo. Professores efetivos e contratados pelo Reda, com perfil alfabetizador, participam das atividades.
O trabalho concentra-se principalmente em habilidades básicas de Língua Portuguesa e Matemática, com atenção especial ao processo de alfabetização.
Apesar de o projeto ainda estar em fase piloto, a Secretaria de Educação já avalia ampliar o atendimento. A intenção é alcançar, ao longo de 2027, todos os estudantes que apresentarem dificuldades de aprendizagem.
“A nossa ideia é fazer com que todos aqueles que apresentarem algum tipo de dificuldade de aprendizagem ao longo de 2027 possam também receber essa intervenção, que é tão importante”, declarou Pablo Roberto.
A participação no Sabadou não é obrigatória. A Seduc, no entanto, realiza ações de mobilização junto às famílias para estimular a presença dos estudantes e reforçar a importância da recomposição das aprendizagens.
A iniciativa integra as estratégias da Secretaria Municipal de Educação para utilizar os resultados das avaliações como ferramenta de planejamento e direcionar ações pedagógicas aos estudantes que mais necessitam de apoio.