10/06/2026
--
De Olho na Cidade
InícioFeira de Santana
3 min de leitura

Audiência pública debate regulação de pacientes em Feira de Santana e aponta desafios no sistema de saúde

Representantes da saúde municipal, estadual e sociedade civil discutem superlotação, demora por vagas e necessidade de integração no sistema

Redação:
segunda-feira, 13 de abril de 2026 às 12:26
Foto: JP Miranda
Foto: JP Miranda

Uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (13), na Câmara Municipal de Feira de Santana, colocou em debate um dos principais gargalos da saúde pública: a regulação de pacientes. O encontro, promovido pela Comissão de Saúde, Assistência Social e Desporto, reuniu autoridades, profissionais da área e representantes da população para discutir a demora na transferência de pacientes e a escassez de leitos.

A presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, destacou que a realidade enfrentada no Hospital da Mulher reflete diretamente os problemas da regulação.

Foto: JP Miranda

Segundo ela, a unidade atende não apenas Feira de Santana, mas toda a região, o que aumenta significativamente a demanda.

“A gente tem um fluxo grande, atende Feira e toda a região. Às vezes precisamos da regulação imediata, principalmente quando temos bebês prematuros que necessitam de assistência de alta complexidade”, explicou.

Gilberte chamou atenção para situações críticas, como a falta de vagas em UTI neonatal, que obriga o hospital a improvisar espaços.

“Quando há superlotação de bebês prematuros e não temos vaga na UTI, precisamos usar leitos do centro cirúrgico, o que acaba dificultando outras assistências”, afirmou.

Ela ainda ressaltou que o problema envolve múltiplos fatores.

“Estrutura, gestão e comunicação são importantes. Todas as esferas precisam trabalhar de forma contínua para garantir uma melhor assistência”, completou.

Foto: JP Miranda

O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, reforçou que a regulação é um tema complexo e que não pode ser tratado de forma simplista.

Foto: JP Miranda

“Problemas complexos não têm soluções simples. Quem diz que é simples não está sendo honesto intelectualmente”, afirmou.

Ele destacou a importância do debate como ferramenta para evolução do sistema.

“O contraditório, quando colocado de forma respeitosa, faz com que a gente avance. Essa discussão foi importante e necessária”, disse.

Rodrigo também explicou que não há um único fator responsável pelas falhas na regulação.

“Não dá para eleger um item como o principal problema. Estamos falando de algo muito maior, que envolve gestão clínica, tempo de permanência dos pacientes e o descasamento entre oferta e demanda”, pontuou.

Foto: JP Miranda

Presidente da Comissão de Saúde, o vereador Lulinha destacou que a audiência foi motivada por um cenário considerado urgente, com pacientes aguardando por dias nas unidades.

Foto: JP Miranda

“Essa audiência foi marcada pela quantidade de pessoas internadas em UPAs e policlínicas, com dificuldade na regulação. Às vezes o paciente morre esperando uma vaga”, afirmou.

O vereador também criticou a ausência de representantes do Governo do Estado durante o encontro.

“Foi um descaso. A secretária de Saúde do Estado não enviou representante. Um tema tão importante precisava da presença do Estado”, disse.

Lulinha ainda relatou a situação enfrentada por pacientes que aguardam transferência.

*Com informações do repórter JP Miranda

Compartilhar:

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nosso Termos de Uso.