Especialista destaca cuidados com alimentação, hidratação e higiene para evitar viroses gastrointestinais durante o período mais quente do ano
Com a chegada do verão e o aumento da circulação de pessoas em ambientes como praias, piscinas e áreas de lazer, cresce também o risco de transmissão de viroses, especialmente as gastrointestinais. Segundo especialistas, o consumo de água e alimentos contaminados, aliado à falta de higienização adequada das mãos, contribui para a proliferação de vírus como o rotavírus e o norovírus.
Os sintomas mais comuns incluem diarreia, vômitos, náuseas, dor abdominal e febre. Apesar do aumento esperado de casos nesta época do ano, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que a situação está dentro da normalidade.
De acordo com o diretor da rede própria municipal de saúde, Sebastião Oliveira, o comportamento típico do verão favorece a exposição a doenças infectocontagiosas.
“O período do verão é um período em que as pessoas costumam se deslocar para ambientes de grande concentração, como praias e piscinas. Nesses locais, há também o consumo de alimentos preparados por ambulantes, o que dificulta o controle da origem e da qualidade do preparo, aumentando o risco de contaminação”, explica.
Além da aglomeração, o consumo de alimentos sem procedência adequada amplia a possibilidade de infecções.
“Naturalmente, há uma maior infecção por conta desse tipo de comportamento durante esse período”, ressalta Sebastião.
A orientação da Vigilância Sanitária é que a população dê preferência a estabelecimentos regularizados.
“O ideal é procurar locais que apresentem alvará sanitário visível, para que o consumidor tenha mais segurança”, reforça o diretor.
Outro ponto de atenção durante o verão é a hidratação, já que o calor favorece a desidratação em todas as faixas etárias.
“É importante consumir frutas, sucos e bebidas que ajudem na hidratação, considerando que idosos, adultos e crianças são mais vulneráveis nesse período”, acrescenta.
Segundo Sebastião, o aumento no número de casos é sazonal e não preocupa.
“Estamos com um quadro de normalidade. É esperado que haja um aumento durante o verão, mas nada de forma descontrolada. Toda a nossa estrutura de saúde está preparada para atender a população”, afirma.
Ele orienta que, ao perceber sinais de infecção, a população procure atendimento.
“Episódios de diarreia, febre, mal-estar, náusea ou fezes amolecidas com mais de três episódios ao longo do dia são sinais de alerta. Nesse caso, a pessoa deve procurar a Unidade de Saúde da Família ou uma unidade básica de saúde”, orienta.
O diretor faz um alerta especial para crianças, idosos e gestantes.
“Esses grupos precisam de uma observação mais cuidadosa. No caso das crianças, sinais como boca seca, ausência de lágrimas ao chorar e pele ressecada indicam desidratação e exigem busca imediata por atendimento”, destaca.
As Policlínicas e UPAs devem ser procuradas preferencialmente em casos de urgência, enquanto as Unidades de Saúde da Família estão preparadas para casos menos graves.
Para evitar viroses, especialistas recomendam medidas simples, como beber apenas água tratada, lavar bem os alimentos, higienizar as mãos com frequência e evitar água parada. Procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes ou agravamento do quadro também é fundamental.
*Com informações do repórter Rafael Marques